Coordenadas 6492

Uploaded 6 de Junho de 2019

Recorded Junho 2019

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321 m
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84
168,06 km

Visualizado 427 vezes, baixado 35 vezes

próximo a Monsaraz, Évora (Portugal)

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:::::: ETAPA 13 | MONSARAZ - CASTRO VERDE - 168 Km, 08.2018 ::::::
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OFF ROAD TRIPS "Aldeias Mágicas"
© Paula Abreu 08.2018
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REGIÃO SUL DE PORTUGAL - ALTO E BAIXO ALENTEJO
A Paixão por Portugal… O amor pela nossa terra!
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MONSARAZ - Paraíso Rural Interior!

É o espaço aberto que parece não ter fim. São as cores e os cheiros que brotam da terra. É a inconfundível traça da arquitetura rural, presente nos "montes” das grandes herdades, no casario mais antigo das cidades, vilas e aldeias ou nas ermidas que pintam de branco o alto dos cabeços. É o que se lê nas formas de ser e de fazer, nas artes que se conservam e se renovam, na tradição que se mantém e se recria, no "cante” que, com alma e coração, só os alentejanos sabem cantar.


Desafiando o tempo e contrastando com a harmonia da paisagem alentejana, a histórica vila de Monsaraz impõe a sua grandeza.

A sua ocupação data dos tempos pré-históricos, estando registados na região várias centenas de sítios arqueológicos dos períodos paleolítico, neolítico (megalitismo), calcolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro. A primitiva ocupação humana de Monsaraz, provavelmente um castro fortificado, foi mais tarde romanizado e ocupado sucessivamente por visigodos, árabes, moçárabes e judeus.

No século VIII, Monsaraz cairia sob domínio do Islão aquando das invasões muçulmanas que ocuparam grande parte da Península Ibérica. Esta passou então a designar-se Saris ou Sarish e a pertencer ao reino de Badajoz, um dos maiores e principais focos de cultura árabe. O processo de Reconquista Cristã chega a Monsaraz em 1167, numa expedição que parte de Évora e é liderada por Geraldo Sem Pavor.

A tomada de Monsaraz dura poucos anos, uma vez que em 1173 volta a cair sob o domínio do Califado Almôada, na sequência da derrota portuguesa em Badajoz. Só mais tarde, em 1232, D. Sancho II, com o auxílio dos cavaleiros templários, consegue incorporar definitivamente Monsaraz sob o domínio cristão, fazendo a sua doação à Ordem do Templo, que fica encarregue da sua defesa e repovoamento.

O repovoamento da vila só ocorre no reinado de D. Afonso III e pela mão do cavaleiro Martim Anes, homem da confiança do rei, a quem competia o combate aos núcleos de resistência árabe e o executar das instituições administrativas, judiciais e militares redigidas no foral de 1276. Por esta altura é criado o concelho de Monsaraz, cujo território é demarcado por D. João Peres de Aboim, senhor da herdade de Portel e da Defesa do Esporão.

Assim começa o período cristão em Monsaraz. E como tal, dá-se início à edificação das estruturas descritas no foral de 1276. Apesar das fortificações que se ergueram em Monsaraz durante a terceira guerra fernandina (1381-1382), uma força inglesa toma de assalto a vila e procede ao saque da mesma, que, quatro anos depois, voltou a ser invadida por tropas castelhanas. Antes de a guerra terminar (1383-1385), Monsaraz viria a ser recuperada por D. Nuno Álvares Pereira.

Em 1422, por doação do condestável D. Nuno Álvares Pereira ao seu neto D. Fernando, Monsaraz é incorporada na Casa de Bragança, passando a estabelecer, em questões de tributação fiscal, um dos mais valiosos vínculos desta casa ducal portuguesa. Em 1512, D. Manuel concede um novo foral à vila de Monsaraz, reformando e regulando a vida pública e jurídica do concelho.

Após a proclamação da independência face à Coroa espanhola em 1640, a dinastia de Bragança começa a executar uma grande campanha de construção de fortificações modernas na linha fronteiriça portuguesa, da qual Monsaraz não é exceção. A edificação de estilo Vauban avança ao redor do castelo, envolvendo a vila com muralhas adaptadas aos tiros da artilharia.

A condição de vila medieval acastelada, o forte crescimento das aldeias de Reguengos, situadas numa planície de fácil acesso e o desenvolvimento das atividades artesanais e vinícolas, juntamente com a fidelidade da população de Monsaraz aos ideais miguelistas, que sairiam derrotados na guerra civil de 1828-1834, são fatores decisivos que levam à transferência da sede de concelho para a Aldeia dos Reguengos em 1838, onde se estabelece definitivamente em 1851.​

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AS ETAPAS das "ROTAS SUL" de Portugal
ALTO e BAIXO ALENTEJO e ALGARVE

ETAPA 12 - Marvão (Portagem) - Monsaraz, 177 Km

ETAPA 13 - Monsaraz - Castro Verde, 168 Km

ETAPA 14 - Castro Verde - Sagres, 210 Km

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PORTUGAL Notável sempre em VIAGEM consigo!.
Navegação pelas Serras MONTEJUNTO - S.MAMEDE - MONCHIQUE e CALDEIRÃO
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IN Castelo de MOURÃO - Navegar ALQUEVA 2018 De Mourão, para o Grande Lago de Alqueva... Perde-se o olhar na imensidão da paisagem... Mourão é uma vila Alentejana, sede de município, que fica situada na margem esquerda do rio Guadiana, próxima da fronteira com Espanha, numa região com uma grande beleza natural. Não existem grandes referências históricas sobre esta localidade até à reconquista Cristã da Península Ibérica, sabe-se contudo que após passar para o domínio Português, foi entregue à Ordem dos Hospitalários, e que durante a Idade Média e na Guerra da Restauração foi palco de conflitos violentos entre Portugueses e Castelhanos. Mourão, pela proximidade com o rio Guadiana sempre sofreu deste grande influência e que para muito contribuiu para a fertilidade dos terrenos circundantes onde crescem oliveiras, bem como diversas outras árvores de fruto, e que tornam a paisagem característica. O Castelo de Mourão ocupa uma posição dominante sobre a antiga vila medieval. Neste está localizada a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias construída no séc. XVII.
MONSARAZ - Paraíso Rural Interior! É o espaço aberto que parece não ter fim. São as cores e os cheiros que brotam da terra. É a inconfundível traça da arquitetura rural, presente nos "montes” das grandes herdades, no casario mais antigo das cidades, vilas e aldeias ou nas ermidas que pintam de branco o alto dos cabeços. É o que se lê nas formas de ser e de fazer, nas artes que se conservam e se renovam, na tradição que se mantém e se recria, no "cante” que, com alma e coração, só os alentejanos sabem cantar.

2 comentários

  • Foto de JorgeSCarvalho

    JorgeSCarvalho 15/jun/2019

    Paula, isto é uma enciclopédia de percursos e História (do PF01 ao 13 - grande expectativa para o PF14) ! Parabéns e obrigado pela partilha.

  • Foto de Paula Abreu

    Paula Abreu 15/jun/2019

    Boa noite, Jorge!...Grata pela simpatia do comentário, e disponha sempre que ache oportuno e necessário. Cumprimentos!

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