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412 m
149 m
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21
42,08 km

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próximo a Vitória de Santo Antão, Pernambuco (Brazil)

Reza o adágio que "Quem tem boca vai à Roma", e este nosso percurso só confirmou a sabedoria popular. Semanas atrás o Capitão Ailton me deu um desafio 'só falta ligar Vitória com Pombos para completar o percurso Dislub-Gravatá por MTB'. Eu caí em campo.

Passei a investigar todos os locais que conheço - Yahoo, Bing, Google, Tracksource, INPE, DER-PE, Sudene - e nada. É que na região compreendida entre Gloria, Vitoria, Escada e Pombos não se consegue resolver por satélite estradas e trilhas. Foi um tio meu que deu a dica: Vitória, Oiteiro, pergunta pela fazenda de XPTO, Russilha, Pirituba, Pombos. E assim foi.

As 06:40 deixamos os carros no Posto BR próximo à Rodoviária de Vitória e seguimos os 6 na direção da antiga Escola Agrotécnica tendo como alvo o Engenho Gameleira. No caminho, já cercado por matas, encontramos uma corredeira no riacho que nasce no engenho onde paramos para fotos. Quando lá chegamos perguntamos a uma moradora se aquela trilha nos levava ao Oiteiro. Ela confirmou que sim, mas que ela era estreita e que havíamos passado da estrada. Bom, confirmamos que dava para chegar por ali e seguimos em frente: começou a subida para a Serra dos Urubus. Lentamente progredimos, parando aqui-e-ali para reagrupar. O tempo estava sombrio, com neblina e serração. Cruzamos por matas e por muitas plantações de hortaliças. De fato, boa parte do alface, coentro, cebolinha que comemos no Recife e região vem do município, primeiro da várzea do Natuba, depois isso se espalhou.

Sempre que podíamos parávamos para perguntar a direção. E não deu outra, chegamos ao alto da serra, 410 metros. De lá, conseguíamos avistar 'Santo Antão da Mata', distante uns 9km. Porém a visão não durou mais que minutos, pois rapidamente a neblina deixou tudo translúcido, passando-se a enxergar não mais que uns 10, 15 metros à frente. O corpo molhado de suor e chuva, a altidude e uma leve brisa fez com que sentíssimos frio.

Pedalamos pela crista da serra agora na direção oeste. De vez em quando uma consulta: "como é que vai prá Pirituba?". Não demorou muito para ela aparecer no horizonte. Depois que descemos o espinhaço a chuva aumentou. Por coincidência ou não, dois da equipe perderam os freios, um deles totalmente. De fato, as fitas descolaram-se da sapata. Parece que o esforço foi demais para os freios 'Chinano'!

Chegamos em Pirituba as 09:20 e fomos parar no bar do Seu Cazuza onde comemos buchada, cuscuz e um guisado de boi. Só então a chuva parou. A partir daí a trilha não tinha mais segredos, pois semanas atrás aquele havia sido nosso trajeto com tudo marcado no GPS. O ritmo passou a ser ditado pelo sem-freio que teve que se virar com o tenis contra o chão. Quando questionado, ele falou que "a dificuldade era que a descida não era plana". Não preciso dizer mais nada.
14-JUL-13 8:41:34
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