Horas  4 horas 46 minutos

Coordenadas 1216

Uploaded 12 de Outubro de 2015

Recorded Outubro 2015

  • Rating

     
  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.208 m
750 m
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5,3
11
21,2 km

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próximo a Mestre Caetano, Minas Gerais (Brazil)

Estra trilha, que parte da Rua José Vaz Pedrosa, no Distrito de Pompéu, em Sabará – MG, possui 21km de extensão, dos quais aproximadamente 13km são percorridos em estradas de terra e 8km em single tracks.
Conheci o percurso por meio de uma publicação do Tíndaro, mas, dentre outras versões, há uma interessante divulgada pelo Belvino.
Para traçar a rota até o ponto de partida, utilize a ferramenta “como chegar pela estrada a este local”, na coluna à direita. Do centro de Belo Horizonte até ali são percorridos 27km, sendo que toda a estrada está asfaltada. Já fui ao Distrito de Pompéu duas vezes e o lugar me parece seguro.
Do ponto de vista da vegetação, que se encontra bem preservada no local, a trilha é envolvida por mata ciliar e por cerrado e oferece sombras em cerca de 30% do caminho.
Quanto aos atrativos, no segundo quilômetro do trajeto há uma bica d’água, no décimo terceiro quilômetro existe uma cachoeira e no décimo oitavo quilômetro encontram-se ruínas do que, imagino, tenham sido fortificações da Guerra dos Emboabas, ocorrida no Século XVIII.
No dia em que pedalei, num domingo, as estradas de terra estavam pouco movimentadas, apesar de existirem algumas placas indicando o tráfego intenso de veículos pesados. Já nos single tracks havia alguns poucos motociclistas.
Fiquei surpreso com as diversas trilhas abertas na região, sendo que há algumas próprias para a prática de downhill, inclusive com rampas montadas. Nesse contexto, vale a pena explorar mais o local.
Por outro lado, como há muitas bifurcações, é muito importante verificar o curso no aparelho de GPS frequentemente, principalmente nos trechos percorridos em maior velocidade, para evitar erros de rota.
Sob a perspectiva do esforço físico, os primeiros cinco quilômetros são os mais difíceis, percorridos quase completamente em aclive, às vezes com elevado grau de inclinação. Mas, exceto por alguns pequenos trechos com muitas valas, erosões e obstáculos, existentes no single track, quem estiver em ótima forma conseguirá pedalar toda a distância mencionada.
De qualquer forma, em razão da curta distância da trilha e do médio ganho de elevação (cerca de 800m), considero que, sob a ótica do esforço físico, ela possui dificuldade moderada.
Mas a história é outra no que se refere aos obstáculos impostos pelo terreno. Do ponto de vista da técnica, a trilha é difícil, dificuldade que decorre exclusivamente dos single tracks existentes entre o décimo primeiro e o décimo oitavo quilômetros.
Do décimo primeiro ao décimo terceiro quilômetros, aproximadamente, a trilha fica bastante complicada e perigosa, sendo percorrida em rocha nua muito irregular, íngreme e coberta por seixos que, quando se passa sobre eles, mais parecem se tratar de bolas de gude. Depois, quando a terra aparece, as valas criadas pelas motos, permeadas por grandes e médios pedaços de pedra, também dificultam a passagem.
Destaco, ainda, que a mencionada extensão é perigosa. Em uma queda, o choque direto com as rochas irregulares pode causar lesões graves. Por isso, embora seja possível descer montado, aconselho que somente os mais experientes o façam.
As coisas se tornam relativamente mais fáceis a partir da cachoeira, no décimo terceiro quilômetro. Dali em diante o single track segue rente a um pequeno canal de águas cristalinas. Mas não relaxe: há barras de ferro fixadas na vertical prontas para acertar você caso vacile; nas laterais da pista existem rochas preparadas para tocar o pedal e te jogar no barranco; no cume de algumas barricadas, às vezes o single track fica estreito e desafia o equilíbrio, e há árvores e muitas folhas caídas no caminho.
No que tange às estradas de terra, em geral elas estão cobertas por um pouco de cascalho, o que exige muito cuidado nas descidas, e, em alguns pontos, revelam um pouco de erosão. Mas, no geral, elas não apresentam dificuldades.
Em relação ao sinal de celular, o da Oi esteve disponível no trecho mais alto da trilha, qual seja, do quinto ao décimo quilômetro. Quanto às demais operadoras, não sei informar.
Enfim, a trilha é muito boa e tem uma proporção legal de single tracks em meio à vegetação. Com um belo visual, o percurso exige esforço físico moderado e grande habilidade técnica. Não deixe de conferir as fotos do percurso, com mais detalhes sobre o trajeto, e de verificar os waypoints.
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RESUMO DAS INFORMAÇÕES SOBRE O PERCURSO
Distância total: 21,2km
Dificuldade técnica: 7/10
Dificuldade física: 5/10
Inclinação das subidas e descidas: forte
Presença de sombra em aproximadamente 30% do trajeto
Presença de cachoeira: sim
Beleza natural: 9/10
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ATENÇÃO: esta trilha foi feita em outubro de 2015. Como as condições do percurso são continuamente alteradas, inclusive pelos períodos das chuvas e das secas, considere as descrições acima como indicativas das dificuldades existentes. Preserve a natureza, utilize equipamentos de segurança e, antes de iniciar uma trilha, observe as precauções divulgadas neste link.
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PREVISÃO DO TEMPO PARA A REGIÃO ONDE SE ENCONTRA A TRILHA:

8 comentários

  • Foto de fredbsilva

    fredbsilva 7/dez/2015

    Grande Eugênio, tudo bem? Vi que você fez essa trilha recente, você foi sozinho? Gostaria de fazer essas trilhas pela região de Sabará, porém me falta companhia e sempre falam que é uma região perigosa "assaltos". Abraços!

  • Foto de Eugênio Ribeiro

    Eugênio Ribeiro 9/dez/2015

    Beleza, Fred?
    Acabei de notar que o texto publicado estava fazendo referência a outra trilha, em Ouro Preto. Corrigi o erro. Em breve, vou reclassificar esta trilha para dificuldade moderada... acho que exagerei no nível.
    Cara, eu tenho o hábito de pedalar sozinho, mas, realmente, isto não é aconselhável, como você bem deve saber.
    Já pedalei sozinho umas duas vezes na região de Pompéu, de onde parte a trilha, e não tive problemas. A princípio, me pareceu um lugar tranquilo, mas não tenho tantas informações. Certa vez fiz uma pesquisa na internet sobre a existência de crimes em geral em Pompéu e não encontrei nada.
    Talvez você possa se beneficiar da segurança proporcionada pelo maior movimento de ciclistas nos finais de semana.
    Além disso, pesquisando no Wikiloc, você vai encontrar dezenas de usuários que publicaram esta trilha (use os termos espinzinho e espinhozinho). Sugiro que você pergunte para eles também para saber como anda o risco na localidade.
    Se eu estivesse em BH, nós combinaríamos de ir juntos.
    Abraço, Fred!

  • Foto de Felipe Ricardo

    Felipe Ricardo 8/mar/2016

    Boa tarde Eugênio, vi que o título da trilha é espinhozinho e aguinhas mas o traçado aparentemente corresponde apenas a trilha espinhozinho pelo q vi... Você fez a junção com a trilha aguinhas ou só o título diferente msm?? Obs:muito top as trilhas serra do gandalera e trilha horizontes q vc fez, juntei as duas e o resultado foi um percurso muito top mas bem difícil hehehe

  • Foto de Eugênio Ribeiro

    Eugênio Ribeiro 9/mar/2016

    Felipe, não estou certo quanto à denominação desta trilha. Pensei que fosse Espinzinho ou Espinhozinho e Aguinha. Trata-se apenas da Espinhozinho? Se for, farei a correção no texto.
    Que bom que você gostou das trilhas de Rio Acima. A região é fantástica para a prática do mountain bike, não é?.
    Abraço!

  • Foto de Felipe Ricardo

    Felipe Ricardo 10/mar/2016

    Ótimo pra MTB, local bem seguro e com bastante desafios.

  • Foto de Erik Willian

    Erik Willian 25/jun/2017

    I have followed this trail  View more

    Este percurso é um dos melhores e mais interessantes de BH por apresentar elementos específicos como Túneis e trecho em que literalmente se pedala sobre um córrego.

    Possui alguns single tracks que exigem uma habilidade razoável, porém nada muito difícil.

    Os túneis são extremamente interessantes e divertidos, vale demais a experiência!

    O único ponto crítico é que esta trilha é famosa por assaltos a ciclistas, pois começa próxima a um aglomerado, por isso recomendo que sempre a faça acompanhado de mais ciclistas.

    É um caminho muito explorado por motociclistas e diversos encontros acontecem, alguns pontos possuem erosão característica devido o desgaste causas pelas motos.

  • Humberto Guerra Fernandes 8/fev/2019

    Eu acho que a trilha a que o Erik se refere é a Aguinha, perto dos Túneis, divisa entre BH, Sabará e Nova Lima, próxima ao Taquaril. Realmente, não é um lugar muito bento para se pedalar sozinho, há notícias de assalto. Aliás, Eugênio, nunca vi ninguém se referir à trilha do Espinhozinho como Aguinha, ou Aguinhas. Acho que há alguma confusão de nomes.

  • Foto de Eugênio Ribeiro

    Eugênio Ribeiro 11/fev/2019

    Ok, Humberto. Farei a correção agora. O Felipe Ricardo também tinha me alertado sobre isso. Abraço!

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