Horas  4 horas 45 minutos

Coordenadas 1836

Uploaded 3 de Novembro de 2015

Recorded Novembro 2015

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85 m
2 m
0
15
30
59,49 km

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próximo a Porto de Galinhas, Pernambuco (Brazil)

Resolvi retomar um pouco o espírito de aventura no feriadão de Finados. Queria explorar, pedalar sem roteiro traçado no GPS. Mesmo assim era preciso um objetivo, uma meta, que encontrei na forma de dois açudes, próximos à Usina Ipojuca. O vôo não era tão cego assim, não: O Garmin Map 60CSx tem um bom mapa na memória. Tudo que fiz foi estudar no Google uma possível rota e conferir no GPS a existencia ou não. Depois é ver-e-rever, percorrendo na pequena tela, o percurso. Ficou claro que apenas a etapa final, após a usina, não estava plotada. Estudei mais um pouco no Google Earth como eram as estradas e segui para o 'vamos ver no que dá'.

A trilha parte de Porto de Galinhas na direção do aterro sanitário de Ipojuca. Daí, pelo asfalto, segue-se até o Engenho Água Fria.Logo depois de deixá-lo, no lado direito da estrada há um morro cujo cocoruto ainda está coberto por um resquício de Mata Atlântica. Dá para ver alguns Visgueiros (Parkia pendula) sendo que um deles chama a atenção por estar perigosamente na borda onde a cana é plantada. Em janeiro de 2014 eu fotografei-o na trilha 'Porto de Galinha Eng Caetes Eng Agua Fria'. Desta feita sua copa está com um coloração verde claro que chama atenção. Suspeito que foi queimada na safra passada e como o inverno foi bom, ela renovou-se.

Ao tangenciar na PE038 começou o trecho inédito para mim. A direção é noroeste a fim de cruzar ao sul de Ipojuca. Passei pelo Eng Saco para em seguida encontrar a primeira grata surpresa: uma bica com água fresquinha no meio do canavial. Só descobri porque a safra já havia pelado o campo e um automóvel estava parado, enchendo garrafões plásticos. Perguntei se a água era boa e, confirmado, experimentei. Prá quem tomou do poço de quem volta de Matriz da Luz, esta é 'Inhahá'.

Antes de chegar ao ponto de inflexão da curva na margem do Rio Ipojuca, ainda passei num engenho bonito, de nome esquisito, Dacanguza, segundo o mapa do IBGE. Na curva do rio avista-se a usina, que cheguei sem grandes dificuldades. Reconheci os tanques da imagem de satélite e comecei a parte 'cega' subindo um ladeirão. No alto a vista chega em Suape. No tato, subi mais um pouco, mas vi que fugia um tanto e voltei para o rumo anterior. Aos poucos fui me aproximando na tela, para logo em seguida ver o primeiro açude: Alvo alcançado com satisfação.

Segui para o segundo onde cheguei sem dificuldades. Este porém, possui uma mata ciliar exuberante. No satélite, parecia haver uma trilha para o interior de roteiro pelo lado esquerdo do balde. Quando estava iniciando encontrei dois moradores e resolvi conversar um pouco. Um deles me falou que não sabia de trilha na mata. Bom, neste caso, melhor não arriscar. Perguntei então se 'saía na pista' pelo balde, mata adentro. Eles falaram que sim. Fiz a volta modificando o traçado, mas aventurando. Este se confirmou um tanto perigoso, pois passei por duas pinguelas, sendo que a segunda, foi a mais perigosa, uma queda naquele fim-de-mundo e eu estava fud.... Botei a magrela no ombro e fui passo-a-passo, até segurar na árvore do outro lado. Tirei uma foto para registrar. Aliás, esta passagem deu-se sobre uma pequena cachoeira de bom volume, água limpa e aquilo me inquietou. Quando saí da mata vi que a estrada corria ao lado do riacho e fui lá dar uma olhada, quebrando um pouco da regra de sair do eixo principal de onde ainda se pode ser encontrado em caso de acidente, mas o espirito falou mais alto e encontrei o alto da queda d'água dentro da matinha. Daí um pouquinho a razão (ou será o medo?) retomou o controle e voltei para o pedal. Ao chegar na PE042, bem na margem, notei que o riacho vinha do outro lado da pista e descobri que ele vem de dentro de uma reserva florestal que já explorei por outra direção, a Reserva Florestal das Barragens Bita e Utinga.

A rota agora seguia na direção de (São Miguel do) Ipojuca, onde tomei uma Coca com bolo em frente a Prefeitura. Retomando, segui na margem direita do Rio Ipojuca, por dentro do canavial, numa trilha que havia percorrido fazia muito tempo. Antes de Nossa Senhora do Ó, decidi seguir para o Engenho Canoas. Como também não está mapeado no GPS, me perdi um pouco, muito também do labirinto de estradas estreitas. Quando parei para combater novamente a hipoglicemia, usei o GPS boca-a-boca, pois queria atravessar o Rio Canoas, mas não estava conseguindo. A ideia era voltar pela estrada holandesa do Engenho Gameleira, porém quando acertei o roteiro, cheguei num alagadiço que resolvi não arriscar a travessia, pois parecia estar com água na cintura. A solução foi seguir para a ciclofaixa litoranea, de onde saí quando avistei um passeio ciclístico. De fato,
voltar por onde voltei é melhor por conta das sombras das árvores que amenizam o calor.

Foram 60km no total. Devido ao perfil de elevação considero uma trilha Moderada.
Rochedo
Balde do Açude 2
Balde do Açude 1
Eng Canoas
Eng Dacanguza
Bica

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