Horas  7 horas 37 minutos

Coordenadas 1917

Uploaded 5 de Novembro de 2014

Recorded Novembro 2014

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1.250 m
948 m
0
9,3
19
37,38 km

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próximo a Glaura, Minas Gerais (Brazil)

Trajeto de 37,4km, partindo do Distrito de Glaura, em Ouro Preto - MG, passando pelo interior da Floresta Estadual do Uaimií, por uma cachoeira e por uma pequena corredeira. O percurso é formado por, aproximadamente, 55% de estradas de terra pouco movimentadas, 40% de single tracks e 5% de asfalto e ruas de paralelepípedo. Para verificar o sentido do trajeto, passe o mouse sobre o perfil altimétrico, na lateral inferior direita do mapa.
O Google Maps não apresenta o ponto de partida com precisão. Para alcançá-lo, saindo de Belo Horizonte, vá em direção a Ouro Preto, acessando a BR-040 e, em seguida, a BR-356. Depois de passar pela cidade de Itabirito, siga pela BR-356 até Cachoeira do Campo, Distrito de Ouro Preto. A rodovia atravessa este distrito e, no caminho, no centro, há placas apontando o trajeto para Glaura.
De qualquer modo, o Google Maps poderá auxiliar na rota até Cachoeira do Campo. Para tanto, clique neste link. Do centro de Belo Horizonte até o Distrito de Glaura são percorridos cerca de 85km, sendo que toda a estrada está asfaltada.
Destaca-se que antes de Cachoeira do Campo existem placas indicando o trajeto para Glaura. No entanto, esta rota é pior do que a que passa pelo referido distrito. Desse modo, tome cuidado para não errar o percurso.
O ponto de partida fica no centro de Glaura, ao lado da Igreja Matriz de Santo Antônio, onde é possível estacionar o carro com segurança, próximo a um bar e ao Polo Cultural da comunidade, que disponibiliza banheiros, inclusive para banho.
A trilha Tapera atravessa a Floresta Estadual do Uaimií (o termo designava o Rio das Velhas para os indígenas), unidade de conservação mantida pelo IEF, em que a entrada é parcialmente permitida, cuja vegetação é típica da Mata Atlântica e do Cerrado, onde vivem diversas espécies de animais, dentre as quais canários, tatus, macacos-prego, lobos-guará, veados-mateiros, pacas, onças pardas, etc.. A vegetação no local está muito bem preservada e presenteia o ciclista com sombras em torno de 50% do trajeto.
Salienta-se que o percurso nem sempre se encontra aberto. Há períodos em que a vegetação cresce tanto que os single tracks ficam tomados pela mata. Por isso, é melhor tentar fazê-lo no período das secas, em que a vegetação perde boa parte do volume.
Outra possibilidade é ir até lá com mais percursos da região gravados no GPS. Assim, não sendo possível fazer a Tapera, basta percorrer outra trilha para não perder a viagem. Nesse sentido, sugiro a Jacu Encantando.
Ressalta-se, ainda, que a trilha passa por alguns trechos curtos onde a entrada não é permitida pelo IEF, como por exemplo, nas proximidades do waypoint “porteira 1”. Nestes pontos, em novembro de 2014, encontrei porteiras de arame farpado abertas ou fechadas, mas sem cadeados.
Apesar de não estar trancada, a “porteira 1” estava com o arame muito apertado e tive dificuldades em abri-la e fechá-la. É muito importante não deixar as porteiras abertas, para evitar a entrada de gado na reserva florestal.
No caminho, como indicam os waypoints, encontram-se a Cachoeira São Bartolomeu, que deve ter mais de 35m de altura, e uma pequena corredeira formada por águas cristalinas em meio às rochas e às árvores. Ambas têm águas limpas, permitem o banho e são muito bonitas, como demonstram as fotos na coluna à direita.
Do ponto de vista da técnica, a trilha é difícil, com cascalho, pedras, camadas de poeira, muitas folhas e galhos e algumas valas. As estradas de terra não apresentam problemas significativos, apesar de possuírem uma pequena cobertura de cascalho. Mas é preciso tomar cuidado com alguns mata-burros, posicionados nos declives, cujos vãos encontram-se alinhados com os pneus. Nas estradas também existem valas para desvio da enxurrada cobertas por troncos de árvores mal posicionados e estreitos, também alinhados com os pneus.
Na verdade, a dificuldade técnica da trilha reside nos single tracks que cortam a floresta. Certa vez tentei completar este trajeto após uma chuva e fiquei impressionado como partes deles ficavam extremamente escorregadias quando úmidas. Bastava tocar levemente nos freios para a bike escorregar e me levar ao chão.
Isto ocorre porque os single tracks têm uma camada bastante espessa de matéria orgânica, sendo cobertos por musgos, lodo, galhos, folhas e troncos. Além disso, parte do terreno é fofo, macio, em razão do acúmulo desses materiais, o que, além de demandar domínio técnico, exige mais energia no pedalar. No caminho também existem algumas valas permeadas por rochas soltas de tamanho médio e alguns riachos rasos para atravessar.
Pedalando nos single tracks, na época em que a mata fica mais densa, alguns galhos e troncos acertam as pernas, os braços, as mãos e a cabeça. Em alguns pontos, os galhos e os cipós enrolam-se no guidão, causando mudanças bruscas de rumo. Por isso, manguitos, pernitos e luvas compridas podem ajudar na travessia, além dos óculos e do capacete.
Quanto ao condicionamento físico, também considero o percurso difícil, bastante cansativo, tendo em vista o ganho de elevação de 1415m, conforme o item “altura acumulada subida” na coluna à direita, a extensão de 37,4km e a energia despendida com a estabilização da bike nos trechos complicados nos single tracks. Os morros, de inclinação moderada a forte, são exigentes nas subidas, alguns extensos, mas também muito bons de descer. De qualquer maneira, a trilha requer um ótimo preparo físico.
Salienta-se que próximo ao waypoint “morro íngreme” há um trecho, com cerca de 200m de extensão, em que é impossível subir pedalando, pois além de ser muito inclinado, há muitas valas no caminho. Exceto por esta parte, quem estiver com bom preparo conseguirá pedalar por toda a trilha.
É importante ressaltar, ainda, que no percurso há vários sítios e fazendas que possibilitam o reabastecimento dos recipientes d'água.
No que se refere ao sinal de celular, o da Vivo está disponível nos locais de maior altitude, mas com péssima intensidade. Embora seja difícil completar uma ligação, dependendo das condições atmosféricas e topográficas, é viável o envio de SMS, e, às vezes, até de mensagens pelo WhatsApp. Em relação às demais operadoras, uma moradora me informou que elas não funcionam na região.
Encerrando, a Tapera é difícil tanto sob a perspectiva da técnica quanto do condicionamento físico, considerando a inclinação dos morros, a extensão do percurso e os desafios dos single tracks. Mas, para quem gosta de contato com a natureza, as condições apresentadas pela Floresta do Uaimií são espetaculares e preciosas. Além disso, a paz de Glaura é um belíssimo contraponto à correria das grandes cidades. Trata-se de uma das melhores trilhas que já fiz.
Confira os waypoints e as fotos com mais descrições!
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RESUMO DAS INFORMAÇÕES SOBRE O PERCURSO
Distância total: 37,4km
Dificuldade técnica: 7/10
Dificuldade física: 7/10
Inclinação das subidas e descidas: moderada
Presença de sombra em aproximadamente 50% do trajeto
Presença de cachoeira: sim
Beleza natural: 10/10
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ATENÇÃO: esta trilha foi feita em novembro de 2014. Como as condições do percurso são continuamente alteradas, inclusive pelos períodos das chuvas e das secas, considere as descrições acima como indicativas das dificuldades existentes.
Preserve a natureza, utilize equipamentos de segurança e observe as precauções divulgadas neste link.
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PREVISÃO DO TEMPO PARA A REGIÃO ONDE SE ENCONTRA A TRILHA:

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3 comentários

  • Foto de brunoag13

    brunoag13 8/jun/2015

    Fiz (ou tentei fazer) essa trilha ontem... Praticamente impossível... As singles estão fechadas...
    Furadassa....
    se alguém animar de levar um facão pra limpa-la...
    eu até ajudo.

  • Foto de Eugênio Ribeiro

    Eugênio Ribeiro 19/jun/2015

    A ideia do facão é interessante, mas eu não animo, não!
    Bruno, esta trilha passa por alterações frequentes na vegetação e no piso, seja em razão do regime de chuvas, da época em que algumas plantas ganham mais volume, da passagem de motociclistas e de ciclistas, etc.. De fato, já estive nela em uma ocasião e, por estar muito fechada, desisti, muito embora, se tolerados alguns arranhões, fosse possível pedalar. Depois, voltei e fiquei surpreso como ela estava bem mais trafegável.
    Mas, de qualquer forma, trata-se de uma trilha excelente, principalmente por passar em meio à vegetação densa. É verdade: seu maior mérito às vezes prejudica.
    Eu acredito que vale a pena tentar fazê-la, ainda que, em alguns casos, seja preciso voltar sem completá-la. Há outras trilhas na região que permitem aproveitar a ida até Glaura. Com planejamento, com certeza não será um dia perdido.
    É isso aí!
    Abraço, Bruno!

  • Foto de Fernandogarces

    Fernandogarces 14/mai/2018

    Olá Eugênio, tudo certo? Acho fantástico a forma como posta as trilhas, já segui varias, e, sempre pontual. Observei que não tem postagens mais recentes. De qualquer forma , fica meu agradecimento pelos compartilhamentos. Abraços!

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