Hora  3 horas 18 minutos

Coordenadas 2377

Enviada em 6 de Outubro de 2014

Registrada em Outubro 2014

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147 m
47 m
0
7,9
16
31,54 km

Visualizado 1425 vezes, baixado 36 vezes

perto de Várzea de Fria, Pernambuco (Brazil)

Trilha leve, com apenas uma subida no pedal (a outra é empurra-bike mesmo).

Depois de muitas semanas sem pedalar, seja por interesse, ferias ou viagem resolvi traçar um percurso com algum inédito (prá mim, pelo menos) e mais trechos de outras trilhas. O local escolhido foi Aldeia, pois lá temos uma bica muito boa. Na Turma do Pedal nós chamamos de Bica da Aranha porque havia uma imensa teia de aranha que ficava bem na descida para ela. Hoje eu descobri o nome dela (daqui a pouco eu conto). Queria uns 20 e poucos km tirando a ferrugem e também como aquecimento da semana que vem, onde vamos subir a Serra das Guaribas, em Bezerros-PE.

Como foi dia de eleição ninguém topou e fui sozinho. Saí do Aldeia Water Park na direção contrária da bica no trecho inédito, passando pela Indaiá e seguindo até um ponto que achei que daria para voltar para a PE-27 por dentro de umas matas. Porém, dei de cara com uma porteira. Não tive alternativa senão seguir até Pirassirica, na margem do Rio da Capivaras, onde 2 anos atrás eu havia passado com o Capitão Ailton, Juliano e a patroa. Vale registrar que o clima de eleição já começara a aparecer, com muitos eleitores idosos, nas paradas e estradas (eleição é coisa séria no interior).

Tirei umas fotos na margem, depois na capela e segui para a ladeira que me esperava, longa, uns 3 km, que consegui 'zerar' com bastante esforço. Em seguida vem a lateral do CIMINC, agora asfaltada, chegando em Chã de Cruz. Lá eu fui procurar uma água de coco. Conversando com o dono do 'biziness' ele me falou que a bica tem dono que se chama Ebenezer (eu acho!) mas nós vamos continuar a chama-la 'da aranha'. Aliás, o clima da eleição se instalara. Era tanto santinho pelo chão que não dava prá ver as pedras. Bebendo meu coco, escutei uma que foi ótima "Isso é que esses safados fazem, e são sempre os mesmos e a mesma coisa. Jogam papel na rua. Cadê que jogam dinheiro!?".

Segui a trilha até a bica, com a passagem dentro do canavial um tanto complicada, pois a cana estava alta. A teia não está mais na descida. A bica, no entanto, continua lá: um rolo d'água gelada. Depois de meia hora de refresco segui o plano, indo de encontro a uns Visgueiros (Parquia pendula) que ficam do outro lado, dentro da mata. Quando, antes de subir, fui atravessar o riacho, tomei um tombo parado: desci a magrela em pé, segurando no freio, mas ela escapou (não sei como) e só me lembro eu caindo do barrando e indo de encontro as pedras, quadro, água, etc. Dei sorte!: machuquei o dorço da mão esquerda, o pescoço e o orgulho, coisa pouca.

Mesmo empurrando a magrela ladeira acima, o fato de passar em Mata Atlântica ainda tão densa e com tantos Pai da Mata, com o chão coalhado de vargens e sementes deles, faz você esquecer das muriçocas. Encontrei também uma trepadeira no tronco de um visgeiro ainda jovem que me chamou a atenção pela beleza.

Daí foi só seguir o trajeto, voltando para a PE-27, desta vez na direção contrária, até o estacionamento.
Ponte

Ponte

05-out-14 7:06:49
Árvore

Visgueiro

Parquia pendula de uns 30 metros
Local religioso

Capela

05-out-14 7:28:18
Rio

Capibaribe

Ponte ferrea na margem do Capibaribe
Interseção

Trilho

05-out-14 7:11:39

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