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51,37 km

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próximo a Varginha, Minas Gerais (Brazil)

51 Km até o Alto da Serra de Três Pontas.

Este pedal foi curioso. Eu sou jovem, tenho 23 anos. Mas tenho mentalidade e hábitos de "tiozão". Sempre evito muita tecnologia, exposição em excesso, meio milhão de fotos do meu rosto. Essas coisas que pessoas da minha idade fazem. Por isso, demorei muito para entrar no "Instagram".

Assim que entrei e segui minhas primeiras pessoas, percebi aquilo que evito acontecendo. Mas e daí, não é mesmo? Viva e deixe viver. Mas minha foto tinha que ser diferente, e pensei na "Serra de Três Pontas". Fui de bicicleta, levou sete horas para fazer o trajeto, mas ficou bacana a foto.

Uma noite antes estava aqui no Wikiloc vendo se já tinha alguma trilha registrada. Tinha uma que meu tio fez um tempo atrás. Eu já fui planejando meu pedal, mas com receio, pois nunca fui naquele lugar. Seria legal ter companhia.

Eis que meu tio aparece vestindo roupa de bicicleta. Eu pergunto onde ele vai. E a resposta é "Serra de Três Pontas com um amigo. Quer ir?" "Sem duvidas!" Peguei minha magrela, 3 litros de água, o celular e fui.

Com uma bicicleta configurada para o asfalto, comecei minha jornada. Pneus lisos e sem suspensão, fui encarando a terra batida, pedras e a lama. Mandei bala mesmo assim. já fiz mais trilhas no passado, mas sempre com suspensão e pneu de terra. Essa foi inédita.

Pela primeira vez eu não aguentava esperar a próxima subida. as decidas chacoalhavam as juntas dos meus dedos, e doía bastante. Nas subida, só relax. E paisagens de tirar o fôlego, como em todo estado de Minas Gerais.

25 quilômetros depois, começamos a subir, parando em uma árvore para hidratar e para se preparar. Lá no meio do nada, meu celular toca. Achei gozado estar tão isolado e ter sinal de celular.

Começamos a subir pedalando de vagar. A inclinação fica mais forte, e começamos a empurrar. E já tinham marcas de motos, que já enfrentavam as mesmas trilhas, dificultando nossa vida. Até o topo foi um belo esforço.

O topo é solitário, mas com uma vista indescritível. O cume cheio de pedras, vegetação grosseira e rasteira, típica do frio e das montanhas. Começamos a visualizar outras cidades, outras serras, chuva e o sol se pondo.

Já ficou o desafio de acampar uma noite de inverno lá no topo, para aproveitar o céu estrelado e tirar fotos mais interessantes. Mas era hora de descer e tentar avançar o máximo possível antes da escuridão.

Apesar da correria, a noite nos alcançou, e uma das bikes teve problema na corrente. Vacas e cachorros surgindo do nada. Um tratorista dirigindo com faróis desligados nos surpreendeu muito. Mas aos poucos a luz da cidade foi ficando mais forte e nossa chegada foi bem interessante, numa terça-feira, as ruas livres, aproveitamos e aceleramos no asfalto.

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