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  • Foto de Viagem Do século 17/03/2019
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Hora  11 horas 48 minutos

Coordenadas 24079

Enviada em 19 de Setembro de 2019

Registrada em Março 2019

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482 m
0 m
0
152
304
607,45 km

Visualizado 17 vezes, baixado 0 vezes

perto de Río Gallegos, Santa Cruz (Argentina)

17/03
Acordei umas 7h, mas o sol estava escondido atrás de umas nuvens. Resolvi esperar mais um pouco, 8h sai de barraca, mas estava muito frio e tempo nublado. A noite chuviscou, mas não molhou a barraca pois estava debaixo da popa do navio. Comecei a ajeitar as coisas e o sol deu as caras.

O céu abriu e tirei várias fotos, inclusive a melhor foto da viagem, na minha opinião.


A moto continuava atolada nas pedrinhas, logo mais teria que encarar esse problema. Já que estava ali, seria sacanagem não tirar umas fotos do navio. Entrei por um buraco no casco. Dentro tinha muita sujeira, infelizmente, mas dava pra ver a estrutura da embarcação. Toda enferrujada e já sendo consumida, aquilo é a definição literal de tétano. As barras de ferro são grossas e as paredes espessas. Tomei o máximo de cuidado pra não cair, pois estava meio escorregadio e só tinha a estrutura. É muito ferro. Subi uma escada até o antigo convés, dava pra ter uma ideia de como era na época de atividade do navio.

Muito interessante, acho que valeu a visita.
De volta à moto que ainda estava enterrada, resolvi sair com tudo, controle de tração desligado e giro alto. Sem os baús ela fica muito mais leve e fácil de manusear. Passei facilmente pelo chão fofo de pedrinhas e cheguei na estrada firme. Duas viagens a pé pra pegar os baús e uns minutos depois estava tudo pronto.
Dali de frente de Rio Gallegos até a fronteira com o Chile era uns 80km. Essa aduana não foi tão foi tão prática quanto a de Uruguai/Argentina pois não é conjunta. Tem que pegar umas 3 filas, mas até que é rápido. Uns quilômetros depois tem que dar entrada no Chile. Mesma coisa. Dali até a balsa é rápido. Cheguei na balsa estava quase pra sair, dei sorte. Entrei e fui pagar, 380 pesos argentinos. De dentro da balsa o translado é rápido. Haviam várias motos ali.

Comecei a conversar com uma dupla de motociclistas argentinos, Ruan e Cláudio, que eram de Ushuaia e estavam voltando pra casa depois de uma viagem. Muito gente boa. Falaram que um amigo motociclista tem um hostel que é bom de preço e iram ligar lá pra ver o preço e disponibilidade de vagas e eu poderia acompanhá-los até Ushuaia. Estava pensando em acampar, mas acabei achando uma boa dormir num lugar pra tomar banho e lavar umas roupas. Saímos da balsa e fui seguindo os dois. Passamos pelo Chile, aduana chilena, aduana Argentina e finalmente entramos novamente na Argentina. Essas aduanas são todas parecidas, várias filas, carimbos e papéis parece complicado, mas resumindo é só ficar nas filas e entregar papeis. O tempo começou a fechar, o vento estava forte. Paramos em Rio Grande para abastecer, aproveitei e comprei um lanche na conveniência, 95 pesos. Mandei mensagem pra família usando o wifi do posto e tudo pronto pra continuar. O vento não deu trégua até Tolhuin. A partir daí começam as curvas e atravessa o passo Moreno, não lembro se é esse mesmo o nome. A essa altura já estava chovendo, não era muita chuva, mas suficiente pra te manter molhado e tremendo de frio. Com a pista perigosamente molhada e tráfego intenso, era preciso tomar cuidado. Não dava pra ver direito a paisagem por causa das nuvens baixas. Enfim chegamos a Ushuaia! Puxa vida, como é difícil chegar ali. Paramos no portal da entrada para eu tirar umas fotos. Tremendo de frio elas nem saíram boas.

O hostel parecia uma excelente ideia agora. Me levaram até lá e nos despedimos. Muito gente boa esses dois. Não vou entrar em detalhes sobre a estadia, mas foi muito boa e confortável. A recepcionista se chamava Sol e parecia ser francesa, perguntei a ela se havia algum mercado próximo e ela me indicou uma mercearia a poucos metros dali. Comprei umas coisas e fiz janta. Conversei com vários hóspedes. David, um dentista mexicano viciado em viagens. Diptaco, indiano que adora viajar também e já foi a vários lugares no mundo e Ushuaia era o destino final na América do ano sul. Entre outros hóspedes. Lavei minhas roupas na mão com sabão e água quente, até tinha uma máquina lava/seca mas era 300 pesos pra usar. Estava muito frio lá fora. Mas a lavanderia era fechada e aquecida. Fui dormir quase 1h da manhã muito cansado, mas quentinho.

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