• Foto de Viagem Do século 16/03/2019
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Horas  10 horas 30 minutos

Coordenadas 26011

Uploaded 19 de Setembro de 2019

Recorded Março 2019

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373 m
3 m
0
180
361
721,29 km

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próximo a Cañadón Seco, Santa Cruz (Argentina)

16/03
Hoje andei 721km, mesmo tanto de ontem, mas foi bem mais cansativo pois o vento forte contra vem em rajadas e precisa ficar segurando a moto firme o tempo todo. Saindo do camping, não sabia como voltar pra estrada, então fui seguindo os rastros que vi. Acho que aquilo era uma trilha se moto e quadriciclo, pois era estreito e subia um monte de morrinho. Até que eu consegui seguir na trilha, fui indo. A moto é muito pesada e difícil de controlar nas curvas fechadas, mas descobri que ela não é fácil de empinar nos morros, sorte minha, senão ela teria virado de ponta cabeça em uma subida.

Chegando na estrada, os primeiros 300km até que foram tranquilos.
A região é diferente do que estou acostumado, paisagem desértica, mas bonita. Da estrada vê-se vários lagos provavelmente salinos. A estrada é muito boa com, retas intermináveis e planas dá um pouco de sono até, o vento é forte e a média da moto não fica muito boa, mas devido ao tamanho e peso, ela vai bem. Acho que uma moto de menor cilindrada passaria aperto.
Parei pra abastecer e encontrei um brasileiro de moto que estava voltando de Ushuaia. Conversamos por uns minutos e ele me contou os perrengues que teve e disse que o pior trecho dos ventos eu já havia passado. E pelo jeito dei sorte pois não senti tanta dificuldade no vento quanto dizem. Ele comentou que quando está muito ruim a polícia interdita o tráfego de motos. Me senti melhor pois se aquilo foi a pior parte, o resto ia ser tranquilo. Também conversei com 3 brasileiros que estão indo pra Ushuaia de carro. Dormem os 3 dentro do carro e revezam no volante. Muito louco, mas acho que é pior do que acampar. Continuei viagem, mas esqueci de comprar água. 136km depois achei outro posto. Esse trecho foi o mais complicado até agora, muito vento e a média da moto caiu muito, cansativo pilotar assim. O baque do vento batendo o tempo todo e a bolha da moto não ajuda a muito pois o como o vento vem de lado o vácuo se forma na diagonal. Aproveitei pra abastecer e comprar água. Daqui faltariam 360km até Rio Gallegos, calculei que daria. Encontrei mais dois brasileiros que estavam saindo da conveniência do posto, eles eram de SJ do Rio Preto. Ali do lado de casa, praticamente vizinhos. Estavam com pressa e me deram uma coca, um lanche e um salgadinho que não terminaram de comer. Estavam voltando pro Brasil e Disseram que mais pra frente, sentido Ushuaia, eu iria pegar chuva e vento. Não tem muito o que fazer além de preparar o psicológico. Fui tocando a 120 até chegar na cidade.
Passei por um rio formado por água de degelo, tem uma coloração azulada e muito bonita e diferente. Não desci pra ver, mas a água deve estar bem gelada. O tempo ainda estava bom, com algumas nuvens. Por fim cheguei a Rio Gallegos, estava esfriando mesmo, mas sem chuva ate agora. A gasolina acabou a 2km do posto. Que coisa, consumo foi meio alto, mas acho que condizente com as condições de vento e velocidade. Sorte que sempre deixo o galão reserva cheio. No posto procurei por uma ducha pra tomar um banho, mas estava em manutenção. Fui a outro posto e também estava com problema no chuveiro. Era um sinal, hoje não é dia de banho. Encontrei mais dois brasileiros nesse último posto também voltando de Ushuaia, conversamos um pouco e parti. Fui para o navio encalhado Marjory Glen.

Tem uma placa explicando o porquê esse Navio estar aqui. Muito interessante, tudo tem uma história.

Como já estava tarde, resolvi acampar aqui. O chão é forrado por pedrinhas soltas. Deu muito trabalho chegar perto do casco do navio com a moto tive que tirar os baús pra aliviar o peso, mas mesmo assim a moto afundava. Usei pá, pé e o que mais tinha pra levar a moto até o navio. Era 20:30 e ainda estava de dia, esperei até escurecer pra evitar chamar muito a atenção com a barraca laranja. Apesar de ser um lugar isolado, a uns quilômetros ao sul dava pra ver uns carros parados perto de um farol, provavelmente pescadores. Demorou um pouco pra montar a barraca, o chão é só pedra, algumas grandes outras menores, tentei deixar o mais plano possível sem nenhuma pedra grande, mas era um serviço sem fim. Montei a barraca e agora estou indo dormir. Botei um monte pedras ao redor em cima da saia dela pra diminuir um pouco a entrada de vento gelado, até que ajudou bastante. Está bem frio. Mesmo aqui dentro, acho que uns 13 graus. Dá pra ouvir o mar agitado batendo nas pedrinhas da praia. O tempo está fechado e chuviscando, mas a barraca está protegida pelo casco do navio.

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