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590,55 km

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próximo a Urussanga, Santa Catarina (Brazil)

07/03
Sai do camping da chuva e fui descendo, passei por Criciúma as 6 e meia da manhã, em Osório resolvi continuar na BR 101, q vai pelo litoral. É uma rodovia simples, sem buracos, mas muitas imperfeições. Pouco movimento e nenhum pedágio. Porem monótona, só retas e casinha simples ao longo da rodovia. Engraçado que todo sulista tem um fusca velho enferrujando no quintal de baixo de uma árvore. Cheguei em São José do Norte, para pegar a balsa pra rio grande. Enquanto esperava conversei com um Senhor que também estava aí pra atravessar. Povo do sul tem um sotaque engraçado, gosto de ouvir eles falarem. Então só fazia perguntas pra ouvir as respostas. Aqui na região sul não tem a agência do banco que uso, então não dá pra sacar dinheiro, grande decepção pois estava contando com isso. O jeito vai ser sacar lá fora e pagar a taxa. Agência mais próxima fica em Porto Alegre, 320km e não tem sentido andar 640 km pra sacar uns trocados. Bom, decidido isso rumei pra praia do cassino, passei em frente a uma oficina de motos e lembrei do farol da moto que estava apagado de manhã. O cara me indicou uma loja de peças. Comprei uma lâmpada h7 e um soquete pois o da moto havia derretido devido ao mau contato. Peguei o caminho da praia de novo, mapa dizia 18km passei por um estaleiro gigante, impressionante o tamanho das coisas pra fazer navios. galpões, gruas, peças. Muito legal. Chegando na praia do cassino, bateu uma leve decepção, pois estava lotada de carros e era quinta-feira, imagina no final de semana. Muito larga e com uma fila imensa de carros tinha até a mão de direção. Cerca de 15km. Tinha mais carro ali do que em Matão. Aos poucos foram ficando escassos até que só se via um carro a cada meio km. Cheguei no naufrágio do Altair. Muito interessante, tirei umas fotos e continuei. Já era cerca de 5h. Andei mais uns 20km e achei um lugar pra acampar, sem sinal e gente por perto. Olhando os detritos na areia, tentei adivinhar como a maré poderia subir e deixei a moto bem no alto atolada na areia e montei a barraca do lado. Péssimo lugar, todo torto e desconfortável. Fiz uma janta, comi umas bolachas com suco, troquei o soquete com a lampada e fui dormir. Ventava muito e entrava areia dentro da barraca Através da redinha q fazia papel de peneira e só passava os grãos mais pequenos, que impregnam e se fundem em você, que já está com a pele úmida devido ao suor e a umidade do mar. Depois de uma hora levantei, tentei tirar umas fotos do céu, q ficaram ruins e resolvi lavar a louça no mar, peguei a lanterna e fui lá. É uma sensação estranha estar sozinho no escuro total em frente a algo tão grande quanto o mar. Você é só mais um animal ali na praia junto com os caranguejos, crustáceos e peixes. Estar ali ou não, pro grande mar, tanto faz. Ele nem notaria sua falta. De volta a barraca, resolvi mudar ela pra um terreno mais estável. Deu certo, dormi muito melhor e o sol logo apareceu. Levantei animado pois o dia prometia muitas aventuras.

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