-
-
845 m
136 m
0
1,2
2,4
4,86 km

Visualizado 346 vezes, baixado 7 vezes

próximo a Bandeirantes, Rio de Janeiro (Brazil)

Esse é o relatório da conquista. Para ver a parte de escalada deverá acessar: Pico Maior da Serra do Pilar Escalada.
DIA 20/03 –

Partida da Praça da Bandeira do Rio de Janeiro: 12:00.
Parada para almoço no Restaurante Anelore em Casimiro de Abreu.
Chegada a Mocotó, Campos, casa do Seu Alcemir: 17:00. Coordenadas: 24K0216858/UTM7582945, altitude:100 m.

- DIA 21/03 –

Saída: 07:35.
À direita, placa da Missão Baptista do Mocotó: 07:43. Coordenadas: 24K0216689/UTM7582443, altitude: 21 m.
Igreja: 07:55.
Porteira, casa do Seu Zé Luiz: 08:00.
Cerca, com pequeno trecho de mata: 08:28. Coordenadas: 24K0215142/UTM7582959, altitude: 241 m.
Cachoeira da Princesa: 10:25 / 10:45.
Gruta: 11:00.
Esconderijo: 11:15 / 11:25.
Cume de uma das elevações da Serra do Pilar: 12:35. Coordenadas: 24K0213639/UTM7582271, altitude: 842 m.
Base da pedra: 13:22. . Coordenadas: 24K0213792/UTM7582346, altitude: 790 m.
Retorno: 15:00.
Base da pedra: 15:23.
Gruta: 15:42.
Cachoeira da Princesa: 15:55.
Cerca, com pequeno trecho de mata: 17:07.
Igreja: 17:42.
À esquerda, estrada principal: 17:55.
Escola: 18:05.

- DIA 22/03 –

Saída: 07:15.
À direita, placa da Missão Baptista do Mocotó: 07:24.
Igreja: 07:34.
Cerca, com pequeno trecho de mata: 08:03.
Cachoeira da Princesa: 09:18.
Saída: 09:40.
Gruta: 09:56.
Base da pedra: 10:30.
Fim da escalada: 11:34.
Cume: 12:20. Coordenadas: 24K0213638/UTM7582205, altitude: 950 m.
Saída: 13:18.
Início da descida de escalada: 13:50.
Base da pedra: 14:05.
Gruta: 15:35.
Cachoeira da Princesa: 15:50 / 16:00.
Cerca, com pequeno trecho de mata: 17:00.
Igreja: 17:36.
À esquerda, estrada principal: 17:48.
Escola: 18:00.

- Comentários:
Chegamos ao fim da tarde. Esse fato nos deixou em uma situação confortável de ter um dia sobrando.
Acampamos em frente à escola.
Mais uma vez ele nos permitiu usar a varanda e o banheiro da escola. Trouxemos comida pronta era só esquentar. Havia lua cheia no céu. Fomos abrilhantados por noites enluaradas.
Amanheceu despertamos animados para as aventuras que estariam por vir. Na primeira meia hora de caminhada estávamos ensopados de suor. O dia ensolarado e úmido aliado ao peso das mochilas fazia a gente transpirar como loucos.
Dentro delas carregávamos além do material de costume: cordas, marreta, furadeira, grampos, pítons e mais o equipamento individual de escalada.
Ana Isabel sentiu os efeitos do calor e da forte subida. Preferiu ficar na Cachoeira da Princesa.
O material para grampeação de sua mochila foi redividido. Se na primeira exploração éramos três homens e uma mulher dessa vez estava reduzida a dois homens e uma mulher. A nosso favor tínhamos o caminho totalmente aberto.
À medida que nos aproximávamos da base da pedra crescia a certeza de que teríamos que grampear uma via para ascender ao cume. Berardi sugeriu subirmos numa outra elevação em destaque. Esta possibilitaria examinarmos a situação por outro ângulo. Assim foi feito.
Subimos “escalaminhando” por um grotão íngreme até nossa marcha ser subitamente interrompida. Berardi topou com uma cobra de dimensões avantajadas. Segundo suas palavras a maior cobra que já viu. Esta não saía do lugar. Mas as pernas dele o traíam pois se movimentavam para trás. Deixando-o numa situação bastante desconfortável. Pois o réptil estava encarando-o. Percebemos então se tratar de uma inofensiva jibóia Boa constrictor. Contornamos a cobra pela esquerda.
Percebemos, no alto desta elevação, que só havia uma maneira de subir o Pico Maior da Serra do Pilar. Era grampeando uma via. Partimos com intuito de adiantarmos o máximo os trabalhos de ataque ao cume.
Naquela tarde colocamos três grampos. Para agilizarmos a subida do dia seguinte deixamos a corda de escalada na via e escondemos os demais materiais de grampeação.
Nesse primeiro dia o GPS marcou 7,77 Km percorridos.
À noite, depois de refeitos do dia extenuante com um revigorante banho de rio e um delicioso copo de vinho. Vimos às fotos da viagem à Ilha de Páscoa do Carlos. Enquanto a bacalhoada cozinhava no azeite. Aproveitamos para discutir a viabilidade de ascensão. Combinamos de sairmos mais cedo no dia seguinte.
No segundo dia de caminhada, Ana Isabel muito ajuizadamente, optou por passar o dia se refrescando no rio.
De novo subimos à primeira hora sem termos o consolo de uma refrescante sombra. O caminho começa a tornar-se familiar. Chegamos à base da pedra em pouco tempo.
Tomamos fôlego para escalar debaixo de sol e depois encarar uma mata rala que precisava ser aberta na hora mais quente do dia. Pegamos o material que estava protegido e carregamos.
Do alto de uma montanha a visão do mundo parece mais bela! A sensação de ter superado todos os obstáculos e ter conseguido subir é indescritível.
Vamos tentar narrar nossa visão do paraíso efêmero. Embora, o cume já tenha pegado fogo, estava totalmente coberto de flores amarelas que brotavam de cachos vermelhos de um arbusto predominante naquela altitude. Admiramos ali algumas de nossas conquistas: São Mateus, São Lucas, o imponente Morro Encantado e a primazia de termos subido o Pico do Mata Cavalo. É claro que para espíritos aventureiros, com sangue desbravador, para sossegar precisa procurar outros desafios. De cima do Pico Maior da Serra do Pilar conseguimos acalmar nossa alma vendo os picos que ainda não subimos da Serra do Boi Branco.
Após uma breve pausa retornamos trabalhando. Colocamos mais dois grampos para descermos com segurança. Ao todo foram feitos seis rapéis.
No primeiro rapel foram utilizados os recursos da natureza: umas arvoretas. Ao fim deste foi colocado um grampo para o segundo rapel.
Depois da mata rala montamos o rapel em alguns arbustos. Em seguida colocamos mais um grampo para o quarto rapel. O quinto esticão, o mais longo, tem cerca de trinta metros de comprimento. O sexto mede mais ou menos vinte e cinco metros.
Á noitinha comemoramos com duas garrafas de vinho a grande conquista fazendo novos planos para retornarmos.
O dia 23 foi destinado ao retorno para o Rio de janeiro. Amanhecemos com o alvoroço provocado pelo bando de guaribas ou roncador (Allouata sp.)
Devemos destacar a maravilhosa mata com árvores frondosas pela qual passamos na trilha. O que facilitou a manutenção do trajeto. A serrapilheira é moradia de formigas. Sendo comum seus ataques durante a passagem.

- Distâncias:
Do Rio até à entrada para a Cachoeira do Mocotó são cerca de 244 Km. Há uma placa: Fazenda Cachoeira do Mocotó, coordenadas: 24K0216796/UTM7582862, altitude: 27 m.
Da saída da BR 101 até a ponte (24 km de terra de onde partimos). Coordenadas: 24K0216835/UTM7582893, altitude: 30 m.
No lado esquerdo da ponte há uma porteira fechada que é o fim da travessia Poço Parado x Mocotó.
Seu Alcemir
03-fev-08 8:51:54
Seu Zé Luiz
019
020
Seu Alcemir
03-fev-08 8:51:54
Seu Zé Luiz
019
020
Cume/Jibóia
Esconderijo
Pico Maior da Serra do Pilar
05-fev-08 12:09:41

Comentários

    You can or this trail