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2.250 m
1.023 m
0
6,3
13
25,01 km

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próximo a Penedo, Rio de Janeiro (Brazil)

Necessário solicitar autorização.

13/6/15
Guarita: 8:51.
Hotel Simon: 8:55.
Início: 8:58. Coordenadas: 23 K 540266 / 7518879 e altitude: 1.083 m.
Placa à direita: 9:03.
Água: 9:17.
Água: 9:30.
Cachoeira e água: 10:32 / 10:42.
Bifurcação: 11:14.
Área com muitos caminhos e parada: 12:15 / 12:40.
Última água até o Ovo (riacho): 12:53. Altitude: 1.844 m.
Som de Água: 13:20.
Crista: 13:24 / 13:33.
Bifurcação para o mirante: 14:18.
Mirante: 14:21.
Saída da bifurcação para o mirante: 14:27.
Pedra: 14:31.
Pedra do Ovo: 15:17. Coordenadas: 23 K 541192 / 7521845 e altitude: 2.153 m.

14/6
Saída do acampamento do Ovo: 8:03. Coordenadas: 23 K 541132 / 7521838 e altitude: 2.130 m.
Direita: 8:06.
Direita: 8:16.
Colo: 9:31. Altitude: 2.049 m.
Último rio para o Gigante: 9:41 / 9:55. Altitude: 2.048 m.
Gotas d'água brotando do paredão: 10:46 / 11:33.
Direita descendo: 12:08 /12:19.
Crista do Gigante: 12:39 / 13:20. Altitude: 2.213 m.
Gigante: 13:33 / 14:21. Coordenadas: 23 K 541140 / 7522290 e altitude: 2.248 m.
Descida: 15:05.
Matinha: 15:50.
Acampamento na laje (até aqui 16,3 Km percorridos): 17:03.

15/6
Saída do acampamento do Gigante: 8:11. Coordenadas: 23 K 541578 / 7522319 e altitude: 2.121 m.
Canaleta de mato: 8:13.
Fim das lajes e início da matinha: 8:19.
Lapa: 8:23.
Lapa 2: 8:27.
Lapa 3: 8:32.
Tem que passar dentro da lapa 4: 8:41.
Possível área para barraca: 9:18.
Corrente 1: 9:52.
Corrente 2: 9:56.
Chaminé: 10:08 / 10:15.
Figueira: 10:34.
Canaletaço: 10:35.
Pedra corrimão: 10:38.
Trilha esquerda boa para água: 10:50.
Água: 10:57 - 10:59.
Trilha principal: 11:05.
Direita: 11:27.
Riacho: 11:28 / 11:48.
Direita paralelo ao cano: 11:56.
Esquerda: 12:03.
Placa Lalor 12:07.
Cerca: 12:09 / 12:21.
Condomínio: 12:25.
Saída do Condomínio Sítio da Montanha: 12:29.
Pousada Caram: 12:32 / 13:36. Coordenadas: 23 K 544658 / 7523448 e altitude: 1.031 m.

- Comentários:
Saímos da Tijuca às 5 h do dia 13/6. Pegamos o Luiz Cláudio no CENPES. Onde abandonou a moto rumo a essa travessia inédita para nós.
Paramos no fim da subida da Serra de Araras, no Vit Burgers, para o café da manhã. Mal deixamos a lanchonete e Luiz já estava prevendo que ficaria com fome novamente. Solicitou fazer outra parada em uma padaria de Itatiaia. Estávamos tão ansiosos para caminhada que ninguém cochilou no carro. Na padaria de Itatiaia os meninos devoraram uma cavaca ainda quentinha do forno. Compramos um punhado de açúcar e "pé na estrada".
Chegamos antes das oito e a guarita do parque ainda estava fechada. Excursionistas de plantão esperavam abrir.
Dividimos parte do material coletivo e rearrumamos as mochilas. Antes de começarmos a caminhar batemos uma foto do trio limpo, sem cortes e arranhões.
A trilha para Pedra do Ovo é a mesma para o Três Picos de Itatiaia. Atualmente começa por uma estrada à direita. Há placa indicando o início e a quilometragem para os Três Picos. São 6 km até o cume.
Na última cachoeira para os Três Picos deveríamos deixar à esquerda a trilha muito boa para outra nem tão precisa e marcada.
A ascensão ao cume é um lance de aderência de primeiro grau exposto. Para facilitar uma corda de 15 metros resolve a dificuldade da descida.
Acampamos numa laje abaixo do cume. Para o bivaque levamos dois plásticos grandes, alguns espeques e com cordeletes fixamos o toldo de plástico na vegetação. Serviu mais para o vento do que para o orvalho. Pois no alto tudo estava seco. Um inesquecível pôr do sol encerrou o belo dia.
Enquanto havia luz eu e Filipe fomos checar o início da trilha para o dia seguinte. Percorremos alguns estudos de trilha. Em um deles perdi meu bastão de caminhada. Retornamos quando tivemos certeza do percurso a seguir. A noite chega e dá a exata dimensão nossa em relação ao universo: somos pontinhos invisíveis sem luz diante da galáxia.
Desmontamos o bivaque. O céu estava azul e depois de um belíssimo café da manhã rumamos para o desconhecido vale. São tantos os cumes do parque ao nosso redor. Mas o que mais impressiona é o Gigante. A nossa frente a crista do Gigante assusta nossa visão pela subida íngreme da encosta.
Fizemos essa travessia utilizando o tracklog fornecido pelo Tácio Philip. Ele nos forneceu várias dicas e até nos incentivou a realizá-la. Acompanhado de seus companheiros: Lucas e Jonas reabriram a travessia no feriado de abril. Aproveitamos o trabalho deles para estudar a emenda de outra travessia. A que liga o Gigante ao Pico do Maromba.
No fundo do vale, os bambus encobrem trechos do caminho recém aberto. Desde a descida do Ovo vamos cortando e marcando troncos. Principalmente quando chegamos na água. Pois há trechos de pedras impossíveis de marcar. Ao surgir uma árvore fazíamos uma marcação. Por precaução se não acertássemos o caminho teríamos marcações a guiar nossa volta. O rio é ótimo. Musgos e barbas de velho incorporam aos troncos das árvores. A grande concentração de umidade provoca-me espirros.
Luiz enche a garrafa. Eu e Filipe confiantes em mais um waypoint de água não o fazemos. O ponto de água, em época de estiagem, são gotinhas que brotam das pedras. E com uma enorme paciência são coletadas até encher oito litros. Era tudo que tínhamos para a janta e o dia seguinte.
Mas todo esforço é recompensado com o sucesso de pisar na crista do Gigante. A paisagem inóspita, aliada ao dia lindo é o alimento energético ideal ao espírito de aventura que vive dentro de nós.
Em êxtase durante um bom tempo apreciamos a paisagem. Nesses momentos somos indivíduos milionários: somos ricos em saúde e disposição para ir onde poucos poderão chegar.
Relutantemente prosseguimos em direção a elevação maior. Mais fotos e identificamos os cumes ao fundo. Resolvemos bivacar antes de uma canaleta de mata da descida. Num local escolhido anteriormente por outras pessoas pois capim de anta forravam o piso. Acrescentamos mais capim de anta para ficar macio. Quando a luz do dia acabava um vento forte começou soprar. A janta foi servida com delicioso vinho levado por Filipe. Durante a noite toda rajadas de vento castigavam com violência o toldo. Este vibrava sem dó sobre nós. Passei a noite em claro ouvindo e desejando silenciosamente que parasse de ventar. Percebia que ele descia o cimo ganhando velocidade. Silvando para cima de nosso frágil acampamento. Um dos cordeletes arrebentou e outro soltou. Levantei na friagem para consertar e sem querer acabei acordando Filipe que veio ao meu socorro. Luiz alheio a tudo dormia o sono dos justos.
As primeiras luzes do dia despontaram e levantamos para registrar a palheta multi-colorida do céu. Pachorramente tomamos o café expresso feito na cafeteira italiana. Iniciamos nossa jornada com pouca água nas garrafas. As nuvens começavam a se formar a chuva não iria tardar.
Descemos a chaminé sem muitas dificuldades dado o peso das mochilas. Subindo com peso é aconselhável uma corda de 10 metros para rebocar a mochila.
A melhor saída para o primeiro ponto de água da descida do Gigante é a segunda a direita. Há um belo poço convidativo para os momentos ensolarados.
A partir da placa Lalor a trilha fecha. Em vão fazemos uma varredura para achar a antiga picada. Luiz toma a frente e segue por uma estrada que conduz a um condomínio habitado. Passamos sem ser notados até a estrada um pouco acima da Pousada Caram.

1 comment

  • Foto de tacio philip

    tacio philip 29/mai/2017

    Muito legal o relato!!! Pretendo voltar lá qquer hora :-)

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