Tempo em movimento  2 horas 7 minutos

Horas  6 horas 12 minutos

Coordenadas 1259

Uploaded 4 de Abril de 2019

Recorded Abril 2019

  • Rating

     
  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
-
-
2.184 m
1.020 m
0
2,1
4,3
8,54 km

Visualizado 19 vezes, baixado 6 vezes

próximo a Calembe, Rio de Janeiro (Brazil)

Proposta de roteiro geoturístico e didático da Trilha dos Castelos do Açú (Parque Nacional da Serra dos Órgãos).

View more external

- O acesso para a sede Petrópolis do PARNASO (Unidade de Conservação Federal de proteção integral) é realizado pelo bairro do Bonfim, inserido numa bacia hidrográfica de mesmo nome que possui grande importância na produção agrícola do município, além do seu valor histórico associado ao seu processo de ocupação. - Início da trilha, a qual possui cerca de 8km até os Castelos do Açú com desnível de aproximadamente 1300m (900m de altitude na portaria até cerca de 2.200 m no Açú), e duração estimada entre 4 e 6 horas, o que a classifica com um nível de dificuldade elevado. - A trilha possui uma expressiva geodiversidade (diferentes tipos de rochas, relevos e solos, inseridos na dinâmica das bacias hidrográficas), condicionando a existência de diferentes ecossistemas da Mata Atlântica.
Manter-se à direita em direção ao Morro do Açú.
- A parte inicial da trilha segue margeando o Rio Bonfim que pode ser visto a partir de alguns mirantes, onde observa-se a presença de blocos de rocha em seu leito, e seu aspecto encaixado que acompanha o relevo. - Nesse trecho passamos por rios tributários que desaguam no Rio Bonfim e estamos inseridos no ecossistema da Floresta Montana, o que aguça a percepção de diversos sentidos como o olfato e a audição (cheiro da floresta e sons dos rios e da fauna). - Manter-se a direita em direção ao Morro do Açú.
Um dos tributários que desaguam no Rio Bonfim.
- Foram percorridos aproximadamente 2.6km no compartimento de relevo classificado como vale do Bonfim, com presença de solos rasos e pouco desenvolvidos e blocos transportados com origem nas encostas. - Sobre o piso florestal é observado a presença de serrapilheira (matéria orgânica de superfície), fundamental para a disponibilização de nutrientes para as plantas a partir do processo de ciclagem de nutrientes. Assim, o solo destaca-se como importante interface entre o substrato rochoso e a vegetação. - O próximo trecho da trilha apresenta um elevado desnível altimétrico, o que propicia uma diminuição do porte da vegetação e a presença de solos menos espessos, é a transição da floresta Montana para a Alto-Montana. - Os afloramentos rochosos começam a ficar mais presentes e o panorama observado na trilha começa a ficar maior, privilegiando abordagens na escala da paisagem. - Manter-se a direita em direção ao Morro do Açú.
- Até então foram percorridos aproximadamente 3.5 Km. - Mudança plena da vegetação de Montana para Alto Montana (variação entre ambas se dá a partir de certa altitude - 1500m) - Presença dos primeiros afloramentos da travessia, sendo que esse ponto é bem distinto em termos litológicos, pois é um dos poucos locais onde ocorre a presença do Granito Andorinha. Ele é classificado como um biotita granito porfirítico fino a médio, tendo como minerais visualmente perceptíveis o quartzo, microclina, plagioclásio e biotita. Tem idade de aproximadamente 480 Ma, sendo formado por magmatismo cálcio-alcalino pós tectônico. - Percepção clara do formato irregular das encostas do Vale do Bonfim, onde a encosta com menor declividade apresenta quantidade significativa de vegetação, enquanto na encosta mais íngreme a vegetação é rara, com exposição do maciço rochoso, esse formado pelo Batólito Serra dos Órgãos. Na encosta é notável a presença de fraturas. - Nesse ponto é possível obter sinal de celular.
- Até aqui foram percorridos 4,9 Km. - Ponto importante, pois a partir daqui a presença de afloramentos rochosos será constante, sendo os mesmos compostos pelo Batólito Serra dos Órgãos. - Foliação da rocha tem orientação NE-SW, seguindo o trend regional. - Presença de veios de quartzo.
- Foram percorridos 5,0 Km - Mudança da vegetação é notável, alterando de Alta Montana para Campos de Altitude, devido a elevada mudança altimétrica. - Afloramentos presentes constituem a litologia denominada como Batólito Serra dos Órgãos, classificados como biotita granitos a granodioritos gnáissicos de granulação média à grossa e índice de dor meso a leucocrático (cores claras, com poucos minerais máficos). A idade estimada para essas rochas é de aproximadamente 560 Ma. A orientação da foliação presente possui direção NE-SW, seguindo a orientação regional. - No local foram encontrados blocos da mesma litologia dos afloramentos, sendo interessante destacar a presença de estruturas dúcteis (dobras), evidenciando uma tectônica sin a pós formação dessas rochas - Característica particular do ponto é a possibilidade de abordagem do contexto hidrogeológico do local, devido a presença de uma fonte de água potável (Porém, caso recomendado o uso de CLOR IN por precaução). Aquíferos da região são originados a partir das falhas e fraturas presentes, os chamados aquíferos fissurais. Isso possibilita atrelar uma abordagem hidrogeologica partir do estudo da geologia estrutural da região. - Local possui sinal de celular
- Foram percorridos 5,5 Km - Pedogênese marcante no local, formando solo de coloração amarelada, provavelmente devido aos minerais máficos que formam os gnaisses da região (principalmente biotita) porém, ainda há presença de estruturas da rocha original, principalmente foliação, que mesmo alterada ainda preserva sua orientação original NE-SW.
- Foram percorridos 6.0 Km - Atingida a cota de 2000 m, o que implica na alteração da vegetação local, com a predominância de campos de altitude, com presença de solos encharcados e tacúmulo de matéria orgânica - Caminho da trilha realizado sobre o afloramento, sendo o mesmo ainda formado pelo Batólito Serra dos Órgãos, com presença de xenólitos. - Ponto localizado no divisor entre as bacias do Piabanha e da Baia de Guanabara, levantando um aspecto importante da hidrologia do Estado. - Local possui cobertura de celular
- Foram percorridos 7,8 Km - Mudança da geomorfologia, sendo classificada aqui como Planalto do Açú, onde devido a elevada altitude há a ocorrência de chuvas orográficas - Importante destacar que esse ponto está localizado no divisor de três importantes bacias hidrográficas da Região: Piabanha, Roncador e Estrela, o que torna o local um importante ponto de discussão a respeito da hidrologia local.

1 comment

  • Urias Echterhoff Takatohi 1/mai/2019

    I have followed this trail  View more

    A trilha é de caminhada. É bem marcada. O desnível vertical é grande. Um bate e volta é atividade para o dia inteiro.
    No período de inverno é bom levar lanterna para o caso de um atraso na volta. Não é bom pegar o final da trilha no escuro sem a lanterna.
    Não é bom pegar trovoada nessa trilha.

You can or this trail