Coordenadas 5346

Uploaded 16 de Abril de 2018

Recorded Abril 2018

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1.340 m
713 m
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21
42
83,62 km

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próximo a Almeida, Minas Gerais (Brazil)

Em Cardeal Mota paramos para perguntar num trailer e indicaram a Hospedaria Recanto das Mangueiras próximo ao centro. Um cartaz dizia lotada, mas assim mesmo batemos lá. Nos arranjaram um quarto com uma cama de casal e duas de solteiro por R$ 40,00. Incluindo um café da manhã bem simples, com banheiro, roupa de cama e de banho. Ainda por cima arranjaram um transporte para nos levar ao início da caminhada. Ana Paula e Pablo administram a pousada (31) 983234027 e o pai Antonio (31) 37187397 nos levou por R$ 50,00. Localizada na Rua do Caju 20 , Santana do Riacho - MG.
Essa travessia é uma invenção para adequar o tempo disponível do feriado. Começamos pela trilha do Travessão que começa em frente a Pousada Duas Pontes. Pelo caminho reparamos em algumas bifurcações. Denotando outras possibilidades de destino.
A partir do Travessão em vez de voltarmos até a bifurcação até o poço (onde avaliei como uma trilha fechada) tomamos uma reta procurando as lajes e evitando a vegetação alta.
Ao entramos no cânion inicialmente há um trilho bem marcado. Mas a medida que vamos avançando torna-se impreciso. A partir daí vamos margeando o Rio Cipó, quando a vegetação nos permite progredir com as mochilas pesadas, sem ter que pegar no facão. Em outros pedaços vamos pelo leito do rio por cima das pedras. Essa opção em princípio é bem limpa, porém progredimos muito lentamente, até começar as pedras serem grandes e a vegetação crescer. Quando finalmente estamos na parte alta da Cachoeira Tombador ocorre um impasse: por onde? Tomamos a direção da serra à esquerda do rio até encontrarmos uma descida viável e segura.
Percebemos que outras pessoas já utilizaram aquela área para acampar. Montamos nossa barraca e tratamos de nos lavar na bela cachoeira. A janta ficava pronta em meia hora. Nhoque de batata com franco desfiado regado a vinho. Para coroar a parte mais difícil dessa travessia uma lua cheia iluminava as copas das árvores.
No dia seguinte nos pusemos de pé bem cedo. Pois antes de sairmos para conhecer as outras cachoeiras tivemos que desmontar a barraca e escondê-la da vista dos curiosos. E os meninos capricharam no esconderijo.
Com uma mochila de ataque e um sol a brilhar partimos rumo a mais um dia de aventura. Como dormimos dentro do parque na ida encontramos as cachoeiras vazias e incrivelmente lotadas na volta.
Durante as visitas às cachoeiras fomos planejando o dia seguinte. Após fotografarmos a Cachoeira Gavião passamos um discreto trilho de pedrinhas brancas. Dali descia pela íngreme encosta Adriano em tom jocoso achando uma pirambeira disse que o caminho para a Cachoeira Congonhas era ali.
Continuamos a caminhada em direção a Cachoeira das Andorinhas. Dentro de um cânion inicialmente largo. É indubitavelmente a com maior volume de água, funda em alguns pontos e a aproximação se dá num trepa pedra incontável.
Na volta atentos ao trekking do dia seguinte o GPS indica para onde Adriano havia apontado na ida. Em princípio achamos quase impossível subir com mochila pesada a encosta. É um caminho usado para descer. Pois além de longos trechos retos possui uma enorme quantidade de pedrinhas que rolaram. Como era cedo para retornamos, fomos checar a trilha que nos aguardava. Passamos por um capim baixo que indicava que costumavam usar a área para acampamento. Encontramos um casal de jovens que pelo tamanho da mochila e isolante andaram acampando pelo parque. Nos certificamos que iriam para outro local e planejamos acampar ali. Antes tivemos que convencer Adriano que o melhor seria subirmos naquele mesmo dia para acampar.
A tardinha quando retornamos ao local do primeiro camping encontramos a Cachoeira Tombador cheia de ávidos banhistas. Esta comparando com as outras cachoeiras possui frequência bem menor. Eles subiam para o poço de cima afim de conseguir um lugar reservado.
Ali permanecemos pacientemente até o último banhista se retirar. Como todos tem que estar na portaria do parque até às 18 h e por esta ser a mais distante deveriam permanecer até às 15:30. Mais ou menos nessa hora pegamos as cargueiras e rearrumamos para deslocar o acampamento para Cachoeira Congonhas.
Como fazer jus a descrição de tão belo local de pernoite. O som acalentador das águas do ribeirão e a dança das luzes dos vaga-lumes. A lua cheia despontou iluminando toda a beleza do chapadão. Ao fundo delineava o contorno das serras do Cipó.
O cheiro da linguiça frita tornava indomável nossas barrigas. Arroz, mandioquinha e feijão com vinho nos remetia ao paraíso.
Pesquisando na Internet encontro o significado de Congonha: árvore de 10 m, nativa de MG, também conhecida como mate-falso e que se faz chá.
Amanheceu com um pouco de névoa que ao longo do dia dava lugar há um céu azul magnífico. O sol quente para hora do dia surge e ajuda a secar o fundo da barraca.
A medida que vamos avançando na travessia a paisagem vai mudando. Começam a surgir áreas bastante alteradas a partir da placa do parque. Descemos em terreno completamente aberto até o trecho por estrada dentro de um condomínio pouco habitado. Há mais bifurcações até emendarmos no caminho dos escravos. Uma descida íngreme em pedras escorregadias por causa das chuvas. No asfalto comemoramos o sucesso da travessia com água de coco gelada. Ainda percorremos mais dois quilômetros no asfalto até a Hospedaria onde ficaram os carros.
Gentilmente nos deixaram tomar banho antes de partimos.
Antes de fazermos essa travessia buscamos no site do Parque se era proibido acampar. Isso não está claro lá. Só soubemos através de terceiros.
Rio Cipó

1 comment

  • Foto de igorfaleiro

    igorfaleiro 16/jul/2019

    Boa tarde! Muito legal essa trilha, existe algum ponto 'perigoso' que vocês não indiquem ir sozinho?

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