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2.171 m
1.031 m
0
4,2
8,4
16,77 km

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próximo a Barreira, Rio de Janeiro (Brazil)

Início do 1º rapel: 07:32.
Segundo grampo: 08:19.
Início do 2º rapel: 08:36.
Fim do 2º rapel: 08:51.
Início do 3º rapel: 08:57.
Fim do rapel: 09:18.
Início do 4º rapel: 09:27.
Colo: 10:20. Coordenadas: 23K0701522/UTM7512431 altitude: 1.681 m.
Início da subida da Coroa: 10:45.
Cume: 11:53. Coordenadas: 23K0701659/UTM7512506 altitude: 1.817 m.
Saída: 12:25.
Colo: 13:25.
Fim da última subida de jumar: 17:25.
Acampamento: 18:00.

- Data: 09/09 -

Saída do cume dos Castelões: 08:15.
Morro do Marco: 09:16 / 09:36.
Castelos do Açu: 10:10 / 10:35.
Ájax: 11:55 / 12:15.
Morro do Queijo: 12:45 / 13:00.
Bifurcação Gruta Presidente / Castelos do Açu: 13:42 / 13:52.
Água: 14:20 / 14:30.
Guarita do parque: 15:00.

Comentários:

Por muitos anos a Coroa do Frade teve seu acesso vedado. Esse pico mais todo o Vale do Rio Soberbo era considerada área intangível e por isso seu acesso era proibido. Com o advento do novo plano de manejo conseguimos autorização para subí-la. Porém tivemos que realizar um camping em área não permitida.
Tivemos a colaboração de Marcio Guedes, Thiago e Fiorini que mês passado haviam subido a pedra. Encontramos o caminho aberto e eles passaram dicas de horário e material a levar. Devemos ressaltar o croqui fotografia do Thiago que foi de grande valia.
A entrada do parque cobrada para quem é sócio de clube de montanhismo é de R$ 3,00 e isenta para os maiores de 60 anos. Para quem vai pernoitar é R$ 6,00 por dia e R$ 12,00 para não sócio de clubes de montanhismo. Atualmente o parque vende 75 ingressos antecipados. No dia disponibiliza 25 entradas para venda na bilheteria. Chegamos antes do parque abrir e só tinha 3 ingressos. Graças ao prestígio de Berardi conseguimos entrar.
Marquinho preferiu se deslocar de ônibus e começou a caminhada por volta das 10 horas com Zé Carlos. Juntando-se ao grupo nos Castelos do Açu.
Lá também estava Marcus D’Ângelo aguardando-nos para nos acompanhar até os Castelões. Ele iria pernoitar ali e voltar no dia seguinte.
Marquinho num raro momento de fragilidade. Mostrava-se cansado, abatido com náuseas. Mas mesmo assim quis prosseguir. À vontade de subir o raro cume da Coroa do Frade o motivava.
Acampamos no cume dos Castelões cuja visão deslumbrante da Serra dos Òrgãos faz superar qualquer mazela física.
O período de estiagem continuava a castigar a Serra. Buscamos água no colo dos Castelões no Rio Bananal.
Márcio quando subiu a Coroa acampou à direita do início da via de descida.
Berardi eleito o cozinheiro oficial da excursão preparou uma deliciosa macarronada com salsichas e cenoura ralada. Muito bem acompanhada de vinho.
O segundo dia seria bem longo.
O primeiro rapel foi utilizado uma corda de 60 metros. Há um grampo logo na saída e outro um pouco mais abaixo. Encontramos nesse trecho restos do que outrora fora uma escada de alumínio presa num cabo de aço.
O terceiro grampo marca o início do segundo rapel com de cerca de 40 metros .
O terceiro rapel é montado numa árvore. Por esta razão deu um certo trabalho em encontra-la e monta-lo. Este se faz necessário, pois, há deslizamento de terra e a vegetação frágil cede despencando. Usamos uma corda de 50 metros mais duas fitas compridas.
O 4º rapel montado com uma corda de 50 metros leva praticamente até o colo. Mantemos as cordas presas prontas para o retorno.
Do colo, observando o paredão que descemos, custa-se a acreditar que viemos por ali. Muito mais inverossímil seria o retorno!
A subida da Coroa do Frade tem lances de 1º e 2º grau, alguns bem expostos . O mais trabalhoso é quase no final em que há um grampo para proteger a passagem para direita, uma espécie de “cavalinho”. Para o ataque ao cume guardamos nossa corda de 28 m com 8 milímetros de espessura.
A Coroa constituída de três cumes possui o do meio ainda intacto pela presença do homem. Até hoje o cume principal é o centro de disputa dos clubes de montanhismo pela sua conquista.
Um fato me deixou orgulhosa: ser a primeira mulher a subir esta montanha tão famosa. Isto já havia acontecido na Agulha dos Italianos. Mas esta era especial pelo grau de dificuldade.
Descemos o cume rapelando para agilizar o deslocamento.
Foi aí que esta que narra sofreu o início da rotura do ligamento anterior transverso do joelho. Que felizmente só rompeu de vez ao final de toda a subida do paredão.
Esta ascensão foi feita com o auxílio de jumar e prussick. No último lance de corda da subida há um trecho vertical que corresponde a um paredão negativo no rapel.
É a parte mais difícil e exige técnica de ascensão. Neste ponto Marquinho fez a primeira tentativa de subir com apenas um jumar e um prussick. Resultando em fracasso, exaurindo a força dos braços e principalmente abalando parte da auto-estima. Francisco Caetano fez com muita técnica, seguido por Zé. Em terceiro subi com imensa dificuldade, não dava para poupar o joelho. Nem pensar em economizar forças. Em quarto foi Berardi. Este conseguiu a façanha inédita de no crúxis ficar travado pelo mosquetão da solteira, que porventura não estava travado. Indo se enganchar no jumar. Caetano desceu outra corda em que ele armou a segurança e conseguiu desvencilhar dos entraves.
Mas foi Marquinho, que por último, encontrou mais dificuldades. A pouca luz e ainda abalado psicologicamente pela tentativa frustrada, preso nas cordas e impossibilitado de pegar a lanterna literalmente empacou. Foi preciso Caetano descer em seu auxílio.
Nesse ínterim combinei com Zé que iria pegar água e eu ficaria para esperar os outros. Ao perceber a dificuldade de Berardi em avançar desci da pedra afoitamente. O joelho falhou e o ligamento foi rompido.
Zé por sua vez não encontrou o caminho para água e retornou com as garrafas vazias.
Mostramos mais uma vez do que é feito o montanhismo: de parcerias e companheirismo. Racionamos água até o dia seguinte. Todos chegaram bem ao acampamento com a incrível sensação de ter conseguido subir e retornar da Coroa do Frade.
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WAYPOINT 25
Coroa do Frade
04-jul-07 2:55:23pm
ACTIVE LOG
07-set-07 9:21:02

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