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próximo a Praia Grande, Santa Catarina (Brazil)

Dia 4 - 18 de Julho de 2016 (Segunda-feira).
Roteiro: Praia Grande, cânion Fortaleza e Cambará do Sul
Atrações: Serra de Faxinal e cânion Fortaleza
Distância: 88,18 km
Ganho de elevação: 2309m

Como havíamos solicitado para que o café da manhã fosse servido mais cedo, a responsável da pousada avisou que o café seria simples. Que nada: foi um banquete para encarar um dia muito duro de pedal.

A primeira parte do trajeto foi subir a serra de Faxinal. A serra tem aproximadamente 12,5 km, mas com 1000m de ganho de elevação. O início da serra altera entre asfalto (nas retas) e terra (nas curvas). Nos últimos quilômetros da serra, há máquinas preparando o terreno para o asfaltamento. A serra tem vários pontos de parada para observar o relevo em volta. No km17,6, atrás do posto de fiscalização, há uma trilha para o primeiro cânion do percurso: Índio Coroados. Fomos com as bikes até a borda do cânion.

No km23 encontra-se a portaria para o cânion Itaimbezinho. Não adiantou fazer cara de choro e de fome: o parque estava fechado. Abastecemos as garrafas de água em uma torneira localizada na portaria e partimos para Cambará do Sul. Da portaria do cânion Itaimbezinho até Cambará do Sul foram pedalados 18km, com boas subidas e descidas. Chegamos em Cambará do Sul as 14h00, comemos uns salgados em uma padaria e fomos para a Pousada Paraíso para deixarmos os alforjes. Partimos para o cânion Fortaleza as 14h30min. Levamos apenas uma blusa adicional, pois como já conhecia a cidade, sabia que a temperatura decresce bastante no final da tarde.

A distância de Cambará do Sul até a guarita do cânion Fortaleza é de 16,5 km, sendo 12km de asfalto. Da guarita até ao mirante principal do canhona são mais 5,5 km. Não há cobrança para a visita ao cânion. Fomos de bike até o mirante principal (km63), onde há uma ampla visão do cânion Fortaleza. O cânion é lindíssimo! A visão é de tirar o fôlego!! Já era fim de tarde e tínhamos aproximadamente mais 30 minutos de sol. Descemos rapidamente do mirante e fomos em direção ao setor em que há a cachoeira do Tigre Preto e a Pedra Segredo (km67,4). Tem que atravessar um rio para chegar ao mirante da cachoeira do Tigre Preto. Deixamos as bikes na margem do rio e, pulando de pedra em pedra, conseguimos atravessar sem molhar os pés. Fomos somente ao mirante do Tigre Preto, pois a neblina cobriu o cânion de forma muito rápida (fenômeno chamado viração). Como já estava anoitecendo, descartamos a ida a pedra Segredo.

A volta para Cambará do Sul foi muito sofrida. Embora tivéssemos levado uma blusa adicional, fez muito frio e havia muita neblina. Durante todo o trajeto não sentia os dedos dos pés e das mãos! Experiência assustadora: fome, frio e cansaço!! Parecia que à distância de volta tinha dobrado de valor! Chegamos na pousada e fomos direto para lareira para esquentar o corpo! Embora todo o perrengue enfrentado, foi uma boa experiência a forma que saímos da nossa zona de conforto!!

Cambará do Sul é uma cidade pequena e com poucas e caras opções de restaurante. Jantamos no restaurante Casarão. No restaurante há três opções: somente buffet (R$35,00), buffet com rodízio de galeto (R$45,00) e buffet com rodízio de trutas (R$65,00). O buffet é bem completo, composto por saladas, massas (tortei e nhoque), sopa (capelete e feijão-preto), polenta e queijo coalho na chapa e sobremesas (sagu, creme de baunilha e doce de banana).

A pousada Paraíso é simples, mas com tudo que um cicloturista precisa: boa cama, chuveiro quente, ótimo café da manhã e sistema de calefação no quarto e banheiro. O sistema de calefação ajudou secar várias de nossas roupas. As bikes ficaram no estacionamento particular da proprietária da pousada.


Hospedagem: Pousada Paraíso
Endereço: Rua Antonio Raupp, 558
Telefone: (54) 3251-1352
Chalé: R$260,00

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