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167,11 km

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próximo a Viseu, Viseu (Portugal)

Depois dos três dias intensos, usados para cumprir as etapas desde Faro a Viseu, voltei à estrada passados seis, para acabar esta espectacular empreitada de "vistas, cultura e alcatrão". Faltavam-me cerca de 170 km's, na que eu supunha ser a mais dura das quatro. Esta, entre Viseu e Chaves, onde o acumulado não andaria muito longe dos três mil metros. Afinal, acabou por fazer-se muito bem - com a ajuda da paisagem - deixando o estigma de "a mais difícil" para a jornada entre Vila de Rei e Viseu. Nessa, além dos 188 km's, com quase 3000 mt de a. a. ainda tive a desajuda da chuva, e das interrupções/intercepções à EN 2.

Como contributo essencial para o bom desenrolar desta jornada, agora descrita, fica a passagem anterior por muitas destas terras, quer no Caminho de Santiago, que realizámos em 2012, o Caminho Português Interior, que tem como linha mestra, precisamente esta Estrada Nacional, quer pelas inúmeras vezes que caminhei para a "capital do presunto", em viagens de cariz familiar.

Entre Viseu e Castro D'Aire, primeiros 36 km's, o relevo tem algumas cambiantes. Varia entre os 600 e os 350 mt. Temos então, três ascensões e respectivas descidas até outras tantas linhas de água. É assim com os Rios Vouga, De Mel e Paiva. Após a passagem por Castro D'Aire inicia-se a maior escalada desta etapa, uma das maiores de toda a EN 2. São 15 km's de Serra de Montemuro, que nos levam até à aldeia de Bigorne, a 1000 mt de altitude. Desta forma damos entrada no grande vale do Douro. Os próximos 70 km's são percorridos nesta parafernália de relevos, paleta de verdes 100% cultivados, devido à construção de socalcos, alguns com cerca de dois mil anos, onde a vinha tem uma incidência tão importante, que torna esta região vinhateira do Alto Douro, Património da Humanidade da Unesco, desde 2001.
Aqui chegados, ao cume do grande vale duriense, só nos resta descer, e é isso mesmo que fazemos durante 30 km's. Passando pelo Rio Balsemão, perto de Lamego e pl'o Rio Varosa, antes de terminarmos este desnível de mais de 900 mt, no Peso da Régua. A partir daqui, não mais voltaremos a esta cotas - é sempre a subir até ao planalto compreendido entre Vilarinho de Samardã e Vila Pouca de Aguiar, onde circulamos numa longa recta de quase dez quilómetros. Até lá chegar, seguimos numa tangente ao Rio Corgo, rumando a montante, sempre perto da margem direita, passando Santa Marta de Penaguião, Covelo, Bertelo e Cumeeira, baixando depois ao Rio Sordo e a Vila Real de Trás-Os-Montes. Estamos agora, na parcela final desta grande estrada, "a maior de portugal". Resta-nos continuar a subir até Samardã e Vila Pouca - avistando; do lado direito, a antiga linha férrea do Corgo, e do esquerdo, os imponentes e respeitosos picos, da Serra do Marão.
O mais difícil já está, daqui, o restante trajecto é maioritariamente descendente, e leva-nos ao Rio Tâmega, em Chaves, a 10 km's de Espanha. Para lá chegar, ainda passamos por vilas termais de grande alcalinidade; Pedras salgadas e Vidago. Continuando nas franjas da linha desactivada do corgo, atingimos o objectivo final desta grande lição geográfica, de uma "espinha dorsal" do Portugal; - A cidade romana de Aquae Flaviae. Assim era conhecida Chaves, durante a ocupação da Hispânia , entre os séculos II a.c. e IV d.c.

Mais informação desta etapa no Blog nezClinas:
http://nezclinas.blogspot.pt/2013/11/estrada-nacional-2-en-2-faro-chaves-4.html

Mais acerca de da EN 2 no NezClinas:
http://nezclinas.blogspot.pt/search/label/EN%202

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