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próximo a Inhotim, Minas Gerais (Brazil)

Inhotim - Trilha realizada pelas alunas do curso de química e automação
Amanda Silva do Nascimento (Química T1)
Larissa de Souza Oliveira (Química T1)
Rocielle Morais Albuquerque (Química T1)
Emily Almeida Batista (Automação T1)
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Sem título - Edgard de Souza

A teoria da relatividade, ao conceber que cada observador percebe a velocidade da luz individualmente, transformou o conceito de espaço e tempo, considerando que cada pessoa entende essas relações de maneira única. Além disso, Einstein demonstrou em seus estudos que o espaço e o tempo não podem ser verificados isoladamente, ou seja, um evento só pode ser definido conforme seu lugar no espaço – nas três dimensões – e o instante em que ocorre – o tempo. Dessa maneira a obra de Edgard de Souza, pode ser levada em consideração ao se relacionar com o espaço-tempo, já que cada uma das esculturas apresenta um movimento diferente e assim pode ser percebida de maneira diferente, em tempos diferentes quando observada por outras pessoas ou até mesmo pela mesma pessoa.
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Através - Cildo Meireles

É possível relacionarmos a teoria da relatividade, em que o tempo e espaço são relativos, à obra .Nela , Cildo Meireles lida com a nossa maneira de perceber o espaço e o mundo. No espaço presente, o público escolhe um caminho passando pelos materiais e objetos utilizados comumente para criar barreiras, com os mais diferentes tipos de usos e cargas psicológicas: de uma cortina de chuveiro a uma grade de prisão, passando por materiais de origem doméstica, industrial, institucional. Sempre em dupla, os elementos se organizam com rigor geométrico sobre um chão de vidro estilhaçado, oferecendo diferentes tipos de transparência para os olhos, que à distancia penetra a estrutura. Cada pessoa leva um determinado tempo para chegar ao objetivo, que seria o centro da obra, levando em consideração o caminho escolhido por ela, ou seja, a forma que ela lida com as barreiras impostas pela vida para chegar ao seu objetivo.
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Ahora juguemos a desaparecer (II) - Carlos Garaicoa

Na teoria de Albert Einstein titulada como “ A teoria da relatividade”, ele conclui que tempo e espaço são relativos. É como se fosse possível que o tempo passasse de forma diferente para cada indivíduo no espaço -dependendo do ponto de vista dos mesmos- e como consequência a velocidade se tornasse desproporcional a esse tempo. Na obra de Carlos Garaicoa denominada como “ Ahora Juguemos a desaparecer (II)”, é possível relacionarmos com tal conceito, onde ele representa de forma simbólica a característica marcante de cada cidade grande do mundo. Assim como a teoria diz que quanto maior for a velocidade de um corpo, menor será o seu tempo em relação a outro indivíduo que se movimenta de forma mais lenta, podemos dizer que a velocidade representa a constante evolução e a intensa modernização dessas grandes cidades citadas na obra, e esse rápido crescimento resulta na ideia de que o tempo nesses locais passa de forma mais rápida. Quando vamos para uma cidade pequena por exemplo, temos a impressão de que o tempo passa de forma mais lenta, ao contrário do que vivenciamos nas grandes cidades, onde o tempo parece ser menor, e nunca parar. De certa forma também podemos ver isso na obra de Garaicoa, onde ele representa as grandes cidades como velas, e fogo presente nelas pode ser entendido como o tempo, que age de forma intensa e contínua, destruindo e forçando a inovação.
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Folly - Valeska Soares

A obra representada na imagem possui uma estrutura arquitetônica que nos remete aos tradicionais coretos presentes em praças. Ao seu redor há um paisagismo com características parecidas a jardins domésticos no qual há a presença de árvores frutíferas, diversos tipos de flores e um caminho de pedras. Todas essas características nos remetem ao Romantismo, fazendo com que o espectador se entregue a obra. Ao entrar vemos uma sala escura rodeada por espelhos, com uma música calma e uma projeção de um casal dançando. Esse conjunto de aspectos nos fazem ficar ainda mais impressionado pela obra. A mesma nos traz uma certa ambiguidade entre espaço nostálgico e real. Ao ficarmos ali apenas observando, começamos a sentir uma sensação de romantismo e sedução. Durante a projeção percebemos que há um "desencontro" entre o casal. Uma frase que pode gerar um possível pensamento seria: "Tudo que é sólido se desmancha no ar" - frase do livro de Marshall Berman. Essa frase pode expressar que tudo o que temos e que vivemos é vulnerável, ou seja, em um momento temos tudo e logo após podemos não ter mais nada. Outro pensamento possível seria de que mesmo dançando a mesma música, cada um teria a sua percepção de tempo.

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