Coordenadas 133

Uploaded 13 de Agosto de 2016

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próximo a Graças, Pernambuco (Brazil)

A palavra confraternização foi o mote da 1ª Caminhada Gastroetílica e Cultural do NDP – Circuito das Bodegas, que teve como pano de fundo a tradução da geografia de um pequeno trecho do Recife.
Essa saudável atividade física ao livre proporcionou um passeio redescobrindo história, cultura, arte, arquitetura e a gastronomia desse lado encantador da Cidade Maurícia, esquecidas pela pressa caótica da modernidade.
Além de tudo isso, a consciência sócio-ambiental dos participantes saiu fortalecida, uma vez que constataram, "in loco", os contrastes da paisagem de uma metrópole "Belíndia", a qual o nascimento e o crescimento foram forjados pelo desregramento das contingências e que se nada for feito, a cidade será engolfada pelos ditames do progresso desenfreado.
Tempos atrás, a atual Praça do Entroncamento representava a interseção de vias férreas (as maxambombas) - a do Arraial, a da Várzea e a de Dois Irmãos. A denominação Entroncamento foi colocada pela população recifense, da mesma forma que se colocou o nome no bairro da Encruzilhada. Em seu centro, foi projetada um fonte de ferro, em estilo neoclássico, apresentando uma coluna esguia, com folhas e flores, e uma mulher e gárgulas, mais no alto, de onde escoa água. A Praça foi inaugurada na gestão do Prefeito Antônio Correia de Góis, com o nome oficial de Praça Correia de Araújo, uma homenagem a um governador que Pernambuco teve em 1896. Há uma inscrição, na base da fonte, com os seguintes dizeres: Inaugurada em 19 de outubro de 1925. Prefeito Antônio de Góis. Ao redor da fonte, pode ser apreciado um círculo de palmeiras. Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=619 Entrocamento Interseção linhas Dois Irmãos, Várzea/Caxangá e Arraial /1867.
A bucólica Rua da Amizade convida o grupo para celebrar a nossa fraternidade.
Construída entre 1711 e 1741, Foi trabalhada, com liberdade plástica, a ornamentação barroca. Conservou-se até hoje a pintura da capela-mor e um grande painel central representando o casamento de José e Maria em tamanho natural. Capela arquiepiscopal, está situada ao lado esquerdo do Palácio de São José dos Manguinhos, sede da Arquidiocese de Olinda e Recife. Apresenta estilo barroco, tendo sido edificada no século XVIII e reformada em 1933. Tem átrio cercado por gradil de ferro e na sua fachada despertam especial atenção a torre central, as amplas volutas e a imagem de São José com o Menino Jesus, no nicho do frontão. Incorporados ao monumento, valiosas imagens do séc. XVIII, verdadeiros primores da arte sacra, com destaque para as de São José, Nossa Senhora do Carmo e São Pedro de Alcântara. Fontes: http://atrativope.blogspot.com.br/2014/02/recife-atrativos-naturais-e-historico.html http://arquitetando-os.blogspot.com.br/2010/03/igreja-s-jose-dos-manguinhos.html?m=1
Construído no século XIX, pelo Visconde de Loyo "Jose da Silva Loyo", comerciante da época, para sua residência. Projetado pelo engenheiro francês Pierre Victor Boulitreau, o então Palácio Arquiepiscopal, está localizado na Av. Ruy Barbosa, no bairro das Graças, em perfeito estado de conservação, valorizando os traços neoclássicos originais. Ao lado encontra-se a Igreja de São José dos Manguinhos, construída no ano de 1773. Em 1980, o palácio hospedou o Papa João Paulo II pela sua breve visita ao Recife. Palácio dos Manguinhos, recentemente transformado na cúria Metropolitana, órgão católico que administra os trabalhos da igreja. Fonte: https://m.facebook.com/patrimoniohistoricodegeracaoageracao/posts/877106575715134
Existe desde 1957, inicialmente pertencia a um alemão, era uma espécie de quitanda, depois foi adquirida pelos irmãos Licínio, Amadeu, Luís, Armênio, Antônio e Bernadino Dias, de origem portuguesa. No começo, a Casa se tornou conhecida pelo cachorro-quente com chucrute, servido com molho de mostarda e cerveja. Já nos anos sessenta, a loja vendia frios, especiarias e queijos importados, raramente encontrados no Nordeste. O estabelecimento Possui um conjunto arquitetônico original, uma vez que preservou a fachada da casinhas de porta e janela, as quais apresentam estilo eclético característico do século XIX e também o arte décor que predominou na primeira metade do século XX. Trata-se uma delicatessen que possui o bolo de rolo como carro chefe, essa iguaria é uma espécie de rocambole com camadas finíssimas de pão-de-ló, possui recheio de doce goiaba e ainda é polvilhada açúcar branco por cima. Sua origem deriva de um bolo português chamado colchão de noiva, que é recheado com amêndoas.
A origem do nome bodega é espanhola, mistura de armazém de secos e molhados e taberna, para os pernambucanos, além de tudo isso, esse tipo de estabelecimento é um excelente espaço de convivência, onde discutido todo tipo de assunto.
A fundação do Colégio Presbiteriano Agnes Erskine foi em 1904, este empreendimento foi muito graças ao pioneirismo da experiente educadora, a missionária Eliza Moore Reed. O colégio começou suas atividades com um grupo misto de alunos, algo que não era comum na época. Sua consolidação acontece na administração da missionária Margaret Moore Douglas, que assumiu a direção até 1940. Curiosidade: o nome do colégio é em virtude de uma homenagem, uma vez que vez que o terreno de suas instalações foi doado pelo casal americano Mr. e Mrs . Hugh B. Sproul e como reconhecimento por essa ação, sua antiga denominação, Colégio Americano de Pernambuco , teve o seu nome mudado para Colégio Evangélico Agnes Erskine, numa homenagem à memória da genitora da Mrs. Sproul, a Mrs. Agnes Erskine Sproul.
Instalado num belo e imponente casarão imperial de dois pavimentos (séc. XIX) que pertenceu a família do Barão do Beberibe. Cercado por grades trabalhadas e grossas colunas, apresenta, junto ao portão de entrada, dois grifos de bronze exibindo cabeça de águia, corpo de leão e cauda de serpente. No jardim e no quintal, várias árvores: pau-brasil, palmeiras, acácias, flamboyants, jambeiro, mangueiras, goiabeiras - entre outras. Ainda no jardim, três estátuas-lampiões de sacerdotisas, uma escultura moderna (em cimento), figurando dois homens em luta, e diversos jarrões. Aos lados da escadaria que conduz ao terraço, estátuas de zuavos (soldados franceses da Argélia). No terraço da frente, alinham-se oito divindades clássicas em mármore; no terraço lateral, um canhão holandês datado de 1641. O Museu do Estado possui valioso acervo histórico-cultural, com peças dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX.
O início da comunidade religiosa Marista, em Pernambuco, ocorreu em 2 de julho de 1910,com os Irmãos Romildo e Martírio e oito discípulos do Juvenato de Aubenas que desembarcaram do vapor inglês Oriana e recolheram-se ao sobradão da Estação Ponte D'choa. Em menos de um ano, em 6 de fevereiro de 1911, o Irmão Paulo Berchmans funda naquele sobrado, o Colégio Imaculada Conceição que recebe os seus primeiros alunos e lá permanece por uma década. Em 1921, é transferido para a Rua do Hospício, passando em 1924 para a Av. Conde da Boa Vista, com o nome de Colégio Marista do Recife. O Casarão da Ponte D'Uchoa passa a funcionar apenas como ponto de apoio, uma vez por semana, para a prática de esportes. Ainda neste ano, os Irmãos Felipe Eduardo, João Clímaco e João Luís reabrem o sobrado de Ponte D'Uchoa, com o nome de Externato São Luís, oferecendo o curso primário e, em 1928, dão início ao curso ginasial e ao curso noturno gratuito e completando com o colegial no Colégio Marista do centro.Apesar do seu crescimento, só em 1962 que começa a funcionar o curso colegial e o velho sobrado a ser substituído por um moderno prédio Fonte: http://marista.edu.br/saoluis/?page_id=1227
O Colégio Damas da Instrução Cristã, mais conhecido simplesmente como Colégio Damas, faz parte de uma das mais tradicionais instituições de ensino do mundo. O colégio foi fundado no ano de 1896, e é mantido pelo Instituto das Religiosas da Instrução Cristã, que tem a sua sede na Bélgica. No começo, era uma escola apenas para meninas, enquanto o vizinho Marista São Luís era uma instituição só para meninos. Com o tempo tornou-se misto. Destaca-se entre as demais escolas do município por se tratar do maior centro escolar em área territorial. Seguindo o ideal de Madre Agathe, o grupo formado por oito religiosas e uma leiga enfrentou três meses de viagem para instalar-se no Brasil. Em 15 de outubro de 1896, orientadas por Madre Loyola, as primeiras representantes da Congregação Damas chegaram ao porto do Recife. Foram elas as Irmãs Marie Alphonse Cloes, Marie Elisabeth Dobbelaere, Barbe Duchaine, Gabrielle de Vreese, Sylvie Goethls. Estabeleceram-se em Olinda, no Convento de São Francisco - primeira casa da Congregação no Brasil - onde já ofereciam aulas de música ao internato. Em apenas cinco anos de instalação no País, adquiriram definitivamente um prédio no Recife, em Ponte D'Uchoa. Em 1921, compraram a Casa do Barão de Casa Forte, que, juntando-se ao primeiro terreno, forma a atual área do Colégio.
A mansão dos Gibson foi erguida em 1847, seu realizador foi comerciante inglês Henry Gibson. É referência do estilo neogótico no Brasil , trata-se de um dos poucos edifícios neomanuelinos construídos no Brasil e o único de importância que tenha sido erguido no Brasil por um particular. A principio, era voltada para o Rio Capibaribe, que era então a principal via de acesso a região. Atualmente, pertence a família Batista da Silva.
O nome D´Uchoa esta relacionado ao senhor de Engenho Antônio Borges Uchôa, do engenho da Torre que viveu no século XVII. A estação foi construída pela Empresa de Trilho Urbano, uma Estação para os primeiros trens urbanos do Brasil, chamados MAXAMBOMBAS. A estrutura inicialmente era de madeira e depois foi substituída por ferro no inicio do século XX. O prédio da estação de ponte D’Uchoa está localizada na Zona Especial de Preservação do patrimônio Historico, compondo o Sítio Histórico de Ponte D’Uchoa.
O Baobá é a árvore com o tronco mais grosso do mundo! Seu caule oco chega a medir mais de 20 metros de diâmetro e pode armazenar até 120 mil litros de água. Seu tamanho é tão impressionante que alguns baobás são usados como casas, depósitos de grãos ou abrigos de animais, mas infelizmente a espécie está ameaçada de extinção. Essa árvore se divide em oito diferentes espécies, seis delas nativas de Madagascar, na África, uma proveniente do Oriente Médio e outra que surgiu na Austrália. Todas as espécies, no entanto, existem em outros países, incluindo o Brasil. Recife é uma das cidades brasileiras que possuem mais exemplares desta árvore. Elas aparecem nas ruas e quintais e são cultivadas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde são objeto de estudo. Os Baobás também são considerados por alguns biólogos como as árvores mais antigas da Terra. Estima-se que elas possam atingir até dois mil anos de existência, calculados pelo seu diâmetro. Seu nome científico é Adansônia Digitata, mas elas são conhecidas também como embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras. A árvore é realmente poderosa, suas flores chegam a medir 20 cm e florescem uma única noite, mas possuem néctar e frutos que servem de alimentação para as tribos e animais nas épocas de escassez, além de haver indícios de seu uso para a cura da malária. Da seiva desta árvore retira-se um óleo especial; de seu tronco, os nativos de Madagascar constroem as pirogas (espécie de canoa comprida); e sua cortiça possui composto medicinal para combater a epilepsia. Não à toa, na África, os baobás representam a vida: são símbolos de fertilidade, fartura , cura, mistérios e lendas. Parque Capibaribe Iniciativa que promove diretrizes de articulação entre o Rio Capibaribe e os espaços urbanos, conectando as bordas/margens com equipamentos existentes na cidade e espaços de área verde, criando ciclovias e interligando vias de ônibus com uma nova experiência de articulação modal de transporte. Com isso, o Parque Capibaribe promove também uma mudança de mentalidade da população em relação ao rio, lançando um olhar inovador para as inúmeras possibilidades de ações nas águas do Capibaribe Fontes: http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/voce-sabe-o-que-e-baoba-conheca-esta-impressionante-arvore-africana/ http://www.parquecapibaribe.org/
Uma outra importante mansão de Ponte D'Uchoa, datando da mesma época, foi a residência do Barão Rodrigues Mendes que hoje abriga a Academia Pernambucana de Letras. A mansão foi projeto de Louis Léger Vauthier, um engenheiro e político francês, conhecido no Brasil por ter projetado importantes obras durante o século XIX em Pernambuco, tais como o Teatro de Santa Isabel, a Ponte Santa Isabel, a Ponte pênsil de Caxangá, a Casa de Câmara e Cadeia de Brejo da Madre de Deus, o Mercado de São José e várias residências às margens do Rio Capibaribe, onde seus proprietários recebiam suas visitas através do rio. O Barão Rodrigues Mendes, português que enriqueceu no comércio de Pernambuco, era o maior proprietário de terras em Ponte D'Uchoa. Foi ele que por doação de uma parte de seu sítio, permitiu a abertura das Ruas do Futuro e Dr. Malaquias (homenagem a um de seus genros).
Também chamada de Capelinha da Jaqueira, a capela de Nossa Senhora da Conceição fica situada próximo à Ponte D'Uchôa, no atual Parque da Jaqueira. Ela era a capela do solar de Bento José da Costa. E, como naquele terreno existiam muitas jaqueiras, o local ficou sendo chamado de Sítio das Jaqueiras. A capelinha, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, remonta ao início do século XVIII, época em que o proprietário daquelas terras era o capitão Henrique Martins. Antes dele, o terreno pertencera ao antigo senhor do engenho da Torre, Antônio Borges Uchôa, o mesmo que construiu uma ponte sobre o rio Capibaribe, a chamada Ponte D'Uchôa, ligando o seu engenho àquelas terras. Henrique Martins e a esposa eram grandes devotos da Virgem da Conceição. Há registros de que, em certa ocasião, ele foi acometido por uma crise de erisipela e recorreu à sua padroeira, para que lhe devolvesse a saúde. Tendo o capitão se restabelecido, ele e a esposa manifestaram gratidão depositando um ex-voto junto à milagrosa: uma gravura onde se vê Henrique Martins deitado, coberto por uma colcha de ramagens vermelhas e azuis, com a esposa e o médico à sua volta e, na cabeceira, uma visão da Virgem. Além disso, no dia 8 de janeiro de 1766, o casal doou um terno (moenda de engenho de açúcar) avaliado em vinte mil réis, para que fosse levantada uma capelinha para a Virgem. Dessa maneira, como o local era chamado de Sítio das Jaqueiras, a capela ficou conhecida pela população como Capela da Jaqueira, nome que conserva até hoje. Em 1782, os bens do capitão Henrique - incluindo o Sítio das Jaqueiras -, foram leiloados, por causa do seu envolvimento em um processo de desfalque. O Sítio foi arrematado por Domingos Afonso Ferreira, mas, no século XIX, já pertencia ao português Bento José da Costa, o homem mais abastado do Recife. Registra a história que Domingos Afonso Ferreira se apaixonou por Maria Teodora, filha de Bento José da Costa e que, a este comerciante, pediu a mão da filha em casamento. Domingos Afonso teve seu pedido negado, uma vez que, naquela época, a escolha do futuro genro dependia, tão-somente, da preferência do pai da pretendida. No entanto, após a revolução de 1817, Domingos Afonso Ferreira, como herói da revolução e vencedor, impôs a sua escolha e, em uma grande festa, casou-se com Maria Teodora na Capela da Jaqueira. Bento José da Costa, por sua vez, além de comerciante era, ainda, coronel de milícias e comandante de um corpo de guarnição do Recife. Era muito amigo, inclusive, do último administrador português de Pernambuco: o capitão-general Luís do Rêgo Barreto. Juntamente com esse governador, como membro da Junta Constitucional Governativa, Bento compôs o Governo da Capitania em 1821. Os restos mortais do comerciante estão enterrados por baixo do altar-mor da Capela, onde, em grandes letras, pode-se ler: Aqui jaz o coronel BENTO JOSÉ DA COSTA Falecido em 10 de fevereiro de 1834 na edade de 75 anos a cuja memória dedicão este monumento sua saudoza esposa e seus onze filhos. Os herdeiros de Bento José, sem o menor cuidado pela propriedade herdada, deixaram que as jaqueiras centenárias fossem derrubadas, e que o Sítio das Jaqueiras se transformasse em um campo de futebol. Quando este foi fechado, a terra foi loteada, e a Capela da Jaqueira permaneceu abandonada em meio a um grande matagal. Ela só não foi totalmente destruída, devido à intervenção, em 1944, do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Na ocasião, o templo foi restaurado e construíram, em sua volta, um belo parque: o da Jaqueira. Sob a gestão do prefeito José do Rego Maciel, o famoso paisagista Roberto Burle-Marx projetou o ajardinamento da localidade. Vale registrar que, mesmo depois de tombada pelo IPHAN, a Capela foi saqueada em 1951 e vários de seus pertences foram roubados: dois armários em jacarandá trabalhado (da sacristia), e algumas portas e janelas. A Capela da Jaqueira é uma construção barroca. O seu interior é decorado com azulejos raros, do mesmo estilo dos azulejos dos conventos carmelitas e franciscanos. Podem ser apreciados alguns notáveis painéis sacros, de traçados e cores fortes, que o tempo não conseguiu apagar. Os forros da capela-mor (evocando a Anunciação), do coro (focalizando o casal Nossa Senhora e São José) e da nave (a efígie da Padroeira) possuem pinturas significativas do final do século XVIII. É possível observar, também, dois grandes retratos a óleo, sobre madeira, representando Santo Antônio e São Henrique, bem como São João Batista e São Filipe Nery. O altar do templo é barroco, embora apresente alguns motivos em estilo rococó. Existe um manuscrito na capela-mor, datado de 13 de novembro de 1781, que contém a tradução de um Breve de Indulgência do Papa Pio VI. Na sacristia encontra-se uma relíquia: um lavatório de pedra, com uma torneira longa, feita em bronze, uma obra do século XVIII. As imagens do templo - aquelas que escaparam ao furto e à depredação - estão guardadas na Igreja de São José do Manguinho. É importante salientar que as telhas da Capela, suas madeiras, fechaduras, aldrabas, ferrolhos, dobradiças, entre outros objetos que foram confeccionados em ferro e bronze, são originais de sua construção e datados de 1766. E que, até os anos 1960, o parque existente em volta da capela era todo iluminado por lampiões, pendurados em postes ingleses. Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=582&Itemid=1
Havia uma fábrica da Coca-Cola, onde hoje é o Condomínio Residencial da Jaqueira, no endereço Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 59 - Jaqueira, Recife - PE, 52060-030. Nas festas natalinas, era armado um grande trenó com renas e a figura bonachona do Papail Noel , tornava-se uma atração a mais na cidade, era um dos passeios da criançada, à época, uma alegria daquelas, ver o bom velhinho da propaganda desse refrigerante.
O Hospital Infantil Manoel da Silva Almeida foi construído na segunda década do século XX e inaugurado em 09 de junho de 1929. O Comendador Manoel da Silva Almeida fez uma doação de um mil contos de réis à Santa Casa para construção de três magníficos edifícios: o Hospital para abrigar as crianças carentes, o Pavilhão denominado São José e a Casa de Saúde Infantil para crianças pagantes que ajudassem a manter o Hospital Infantil. Até então as crianças eram, em sua maioria, adotadas pelas Irmãs de Caridade da Associação de São Vicente de Paulo. Incentivado por amigos e pelo Dr. João Rodrigues, médico e amigo, resolveu o Comendador transformar em Hospital o abrigo das crianças desvalidas. Em 16 de janeiro de 1944 foi inaugurada a Casa de Saúde Infantil Maria Lucinda (nome da esposa do Fundador), que tinha por finalidade ajudar a manter o Hospital Infantil Manoel da Silva Almeida. Em 14 de março de 1946, quando já havia falecido o Comendador Manoel Almeida, os seus filhos e amigos solicitaram à Santa Casa a doação do terreno, pela Santa Casa de Misericórdia do Recife, onde estavam edificados os referidos edifícios e foi constituída a Fundação Manoel da Silva Almeida, que recebeu este nome como homenagem ao grande benfeitor. O Hospital Infantil Manoel da Silva Almeida sobrevive graças à ajuda da sociedade e a renda advinda da Casa de Saúde Maria Lucinda. Atualmente o hospital é mantido pela Fundação Manoel da Silva Almeida, que vive, basicamente das receitas dos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e mantém convênios com planos de saúde e serviços terceirizados que complementam os recursos necessários para suas despesas.
A venda já foi um armazém de secos e molhados ricamente surtido, era do tempo que não havia supermercado e os fregueses anotavam suas dívidas e cadernetas. Tinha de um tudo, manteiga a granel, café moído, pão doce, balas, víveres em geral, material de higiene , de limpeza etc...A poesia matuta do multi-artista Jessier Quirino intitulada "Parafuso de Cabo de Serrote", descreve de forma alegre o que era a Venda de Seu Pedro no passado. Atualmente encontra-se em franca decadência.
Um pedaço da Alemanha no Recife, lugar onde podemos degustar a saborosa comida alemã, acompanhada de um cerveja bem gelada à sombra de verdes mangueiras. Um oásis em na selva de pedra de um Recife Verticalizado.
Situado no bairro de Casa Amarela, no Recife, o Sítio da Trindade representou um espaço importante no período da invasão holandesa (1630 – 1654). Ali, naquela área de terreno elevado, existiu o Forte Arraial do Bom Jesus, também chamado de Arraial Velho, que foi construído em taipa de pilão pelo general Matias de Albuquerque, entre 1630 e 1635. O Forte funcionou como um foco de resistência luso-brasileira contra os flamengos. Estes bombardearam e tomaram o Forte no ano de 1635. Logo após o surgimento do Arraial Velho, o exército montou o seu acampamento nas redondezas, e uma população de cerca de mil pessoas, antigos habitantes de Olinda - que abandonaram as suas casas durante a presença batava – migraram para lá temerosos do que poderia vir a ocorrer. Dentre os residentes, por sua vez, havia um elevado número de eclesiásticos – franciscanos, em particular – que no Arraial erigiram um oratório, para celebrarem missas e empreenderam outros atos religiosos. Por outro lado, rapidamente também surgiram barracas com vivandeiros, que montaram os seus negócios e, depois, erigiram estabelecimentos comerciais ao redor da fortaleza. Aquele local, para os portugueses, representava um ponto estratégico no sentido de impedir a entrada dos holandeses para o interior, rumo aos engenhos e às plantações de cana-de-açúcar que, na época, representavam as maiores riquezas da capitania de Pernambuco. Com o aumento da população refugiada, e das crescentes dificuldades para se receber os gêneros alimentícios, todos os bois, cavalos, cães, gatos, entre outros, foram consumidos pelas pessoas famintas. Os especuladores aproveitaram a oportunidade e elevaram tanto o preço dos alimentos que os soldados só podiam consumir uma pequena porção de açúcar, uma espiga de milho e um pouco de farinha de mandioca, por dia. Há registros, inclusive, de que, por ordem do comandante – o capitão André Marim - alguns comerciantes foram enforcados, uma vez comprovado o fato de que eles estavam tirando proveito daquela situação. No entanto, em decorrência dos ataques sofridos por parte dos inimigos, da falta de armamentos e de uma alimentação adequada, o Forte Real do Bom Jesus, apesar de todos os esforços empreendidos, capitulou em 1635. Os portugueses levantaram, então, um novo forte, nas imediações da Madalena, que foi denominado de Forte Real do Bom Jesus, mas ficou sendo chamado de Arraial Novo, para se distinguir do anterior. Esse Arraial foi o quartel-general dos restauradores de 1646 a 1654, e, as suas ruínas ainda podem ser observadas na Avenida do Forte, no bairro de Torrões. Em se tratando do Arraial Velho, alguns moradores voltaram depois àquele lugar, trataram de reparar as casas que haviam sido bombardeadas e construíram outras. Com o passar do tempo, porém, as terras foram divididas em diversos sítios e propriedades, surgindo novas ruas e estradas, assim como novas casas de vivenda. Posteriormente, as terras do Arraial passaram às mãos da família Trindade Paretti. Por essa razão, o espaço ficou sendo chamado de Sítio da Trindade. Este Sítio possui um chalé com 600 metros quadrados de área construída, e abrange 6,5 hectares de área verde. Nele, algumas placas podem ser observadas. Em uma delas, lê-se: Caminhando pelas terras deste sítio, estais pisando o solo em que se moveram Matias de Albuquerque e tantos outros heróis da luta contra o invasor. Na frente de um obelisco de granito, com dois metros de altura - um marco comemorativo que foi inaugurado no dia 30 de janeiro de 1922 – percebe-se uma outra placa: Aqui existiu o Forte Arraial do Bom Jesus (Arraial Velho) 1630 – 1635. Instituto Archeologico, 1922. Existe ainda um monumento singelo de cimento, com um medalhão e uma placa, onde se encontra gravado: Ao eminente naturalista José Pedro de Faria Neves, homenagem do povo do Recife. Em 1952, o Sítio da Trindade foi desapropriado e declarado como um bem de utilidade pública. E, em reconhecimento à sua importância histórico-social, no dia 17 de junho de 1974, o local foi classificado como um conjunto paisagístico e tombado pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=397&Itemid=1
A mesmas características da Bodega de Véio.
A expressão Casa Forte é proveniente do conflito ocorrido em 17 de agosto de 1645, entre pernambucanos e holandeses. Casa Forte era o nome do histórico engenho pertencente à Anna Paes, uma senhora avançada em relação à sociedade do século XVII, que se notabilizou pela liberdade de pensamento e coragem pessoal. E o referido engenho foi um dos últimos redutos da resistência flamenga, por ocasião da Insurreição Pernambucana. Naquela época, o exército holandês, comandado por H. van Hauss, é derrotado nas Batalhas das Tabocas, em Vitória de Santo Antão. As patrulhas holandesas vêm para Casa Forte, então, com o objetivo de ali fazerem a sua trincheira. Porém, as senhoras chefes revolucionárias reagem. Entre elas, se encontravam as seguintes: Ana Bezerra, Isabel de Góis e Maria Luíza de Oliveira. Cercados, portanto, pelo exército pernambucano - comandado pelo sargento-mor Antônio Dias Cardoso -, os invasores fogem para o Forte de Cinco Pontas. Na frente da igreja do Sagrado Coração - antiga residência de Ana Paes -, na atual Praça de Casa Forte, encontra-se uma placa que registra o resultado daquele histórico encontro: Neste local, denominado outrora engenho de Anna Paes, a 17 de agosto de 1645, o exército pernambucano dirigido por VIEIRA, VIDAL, DIAS E CAMARÃO combateu uma coluna holandesa que havia aprisionado matronas pernambucanas e se fortalecido na casa de morada à direita da Igreja, resultando victoria para os libertadores com o aprisionamento completo dos inimigos. Memória do Inst. Arch. e Geogr. Pernambucano em 1918.. Em 1810, o Padre Roma (em verdade, José Inácio de Abreu e Lima) adquire e reforma a antiga residência de Anna Paes, a casa-grande do engenho Casa Forte. Menos de uma década depois, ou seja, em 1907, as irmãs francesas da Sagrada Família readquirem e reformam a casa, situada hoje no número 52, e nela instalam um colégio para moças (onde fica, hoje, o atual Colégio NAP - Sagrada Família). A igreja de Casa Forte estava completamente em ruínas em 1865. A casa-grande do engenho passa a ser conhecida como Casa Forte, nome que é estendido a toda a propriedade, ao povoado e, posteriormente, ao futuro bairro. As casas do engenho, por sua vez, estão situadas em uma grande praça, chamada Campina de Casa Forte. A Igreja de Casa Forte foi reformada e reconstruída somente em outubro de 1911. Na ocasião, foi consagrada também como Igreja-Matriz de Casa Forte, sob a invocação do Sagrado Coração de Jesus. No ano de 1933, graças à intervenção do Prefeito Antônio de Góes, que revitaliza o pátio em frente à Igreja, a Praça vem se tornar uma das mais belas do Recife. Quatro anos depois, em 1937, o Prefeito Novaes Filho transforma esse logradouro em um espaço de lazer, colocando-o à disposição da população pernambucana. O projeto da Praça de Casa Forte, mais ou menos como o logradouro hoje conhecido, foi idealizado pelo paisagista Roberto Burle Marx, em 1934, quando o mesmo exercia o cargo de Diretor de Parques e Jardins do Governo do Estado de Pernambuco. O projeto original, por sua vez, destinava-se a uma área equivalente a 14.148,47 m2. Seus vários jardins inspirados em moldes franceses foram projetados para apresentar, como ponto focal, dois espelhos d'água retangulares e um central, todos contendo plantas aquáticas - em particular, atrações como a vitória-régia amazônica e a aninga-açu -, rodeados por passeios intercalados por vegetação. No primeiro jardim da Praça foram plantadas várias espécies da flora nativa brasileira: a aninga, a sibipiruna e um magnífico conjunto de paus-reis, que margeavam a avenida 17 de Agosto. Encontrava-se, além do mais, algumas espécies arbóreas oriundas da mata atlântica, como o abricó de macaco e o pau mulato. Não faltaram, também, certas espécies exóticas advindas de outros continentes (Ásia e África), tais como oflamboyant, a cassia siamea felício e palmeiras diversas. Ao conceber um espaço livre, público, inserido dentro da malha urbana, o projeto de Burle Marx - todo feito em bico de pena - ressaltava não apenas o aspecto paisagístico, criando cenários de rara beleza, mas ainda a questão ecológico-ambiental. Segundo a opinião de alguns especialistas, o logradouro se enquadra na categoria de 'praça de profundidade' em relação à igreja, que se situa ao fundo, pois seus elementos de composição estão distribuídos simetricamente em direção à fachada principal daquela construção. Vale a pena registrar, além disso, que na Praça de Casa Forte residiram várias pessoas ilustres. Uma delas foi o líder político pernambucano Oswaldo Lima, que residiu na casa número 454. Ele teve uma grande influência no governo de Agamenon Magalhães, sendo chamado, inclusive, de Marechal da Vitória, por conta de sua grande liderança política. Na mesma casa residiu, também, um dos seus filhos - Oswaldo Lima Filho -, que foi deputado federal, por várias legislaturas, e ministro da agricultura no Governo João Goulart. Na casa número 388, o Padre Donino da Costa Lima constrói uma casa para morar. Hoje, ela se constitui na residência paroquial. Por sua vez, em um pedaço de terreno cedido por Oswaldo Lima, seu irmão, e que fazia parte de sua residência, o Padre Donino ergue uma escola que vem a ter o seu nome. Neste tradicional estabelecimento de ensino de 1o. Grau lecionou, dos quinze anos até à sua morte, aos noventa anos de idade, a dedicada e competente professora Iracema da Costa Lima - mais conhecida como Ceminha -, irmã de Oswaldo e de Padre Donino. Ela residia na casa número 365. E o conhecido professor Dácio Rabelo, que lecionou geografia a muitas gerações em Pernambuco, morou na casa número 426. Na atualidade, a gastronomia, o esporte e o lazer andam juntos na Praça de Casa Forte. Pode-se nela observar um café bastante freqüentado pelos recifenses, com suas mesas e cadeiras dispostas na calçada, uma creperia (ao lado do Café), algumas lojas, uma casa de chá, um cartório, uma casa dedicada a ministrar cursos de inglês e espanhol, entre outros. Adultos e crianças circulam pelas calçadas e jardins. Por vezes, distraem-se alimentando os peixes existentes nos espelhos d'água. Chama a atenção, também, a presença de pessoas de diversas gerações, na Praça, de madrugada e ao entardecer, praticando caminhadas diárias ou utilizando as calçadas e os jardins para fazer os seus exercícios. Mais recentemente, contudo, a Praça vem mudando o seu visual. Uma série de arranha-céus está sendo construída em seus arredores, o que dará lugar a uma verdadeira selva de pedra. Para tanto, foram arrancadas quase todas as árvores presentes e isto contribuiu para a devastação das áreas verdes. Somente algumas casas antigas conseguiram ser preservadas à frente dos edifícios, como "salões de festa". A Praça de Casa Forte, portanto, perde pouco a pouco a sua antiga caracterização. Todos os anos, no mês de novembro, além disso, a paróquia da Matriz de Casa Forte realiza a Festa da Vitória-Régia. Antigamente, tratava-se de uma pequena festa de bairro, mas tal festividade adquiriu, no presente, uma outra dimensão: tornou-se um mega-espetáculo que já está incluído no programa turístico do Estado. Faz-se necessária a preservação da praça de Casa Forte, para que a população pernambucana não perca o tão antigo, famoso e histórico logradouro público. Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar./index.php?option=com_content&view=article&id=593&Itemid=1
Esta cidade de Santo Antônio do Recife, apesar de inúmeros atentados ao seu patrimônio, ainda conserva verdadeiros testemunhos do seu passado, onde o tempo parece não ter obedecido aos ponteiros do relógio. Arruando por terras do antigo Engenho de Ana Paes (séc. XVII), no atual bairro da Casa Forte, o caminhante vai encontrar a Estrada Real do Poço, através da qual se chega ao Poço da Panela, uma espécie de santuário urbano com o seu casario e Igreja de Nossa Senhora da Saúde (séc. XVIII) a relembrar um tempo em que os banhos do Capibaribe faziam bem à saúde e eram parte da vida de toda a população. Sobre a importância desta povoação chama atenção Evaldo Cabral de Mello para o relato do autor da Idéia da população da Capitania de Pernambuco, datado de 1778: Neste lugar do Poço da Panela são os banhos mais saudáveis deste país - as quintas (ou sítios, no idioma da terra) que ficam neste meio são aprazíveis, com muitas frutas, pomares de espinho, muita melancia, melão e hortaliça. No Poço da Panela o viajante inglês Henry Koster registrou a mais antiga notícia da presença de um piano em terras pernambucanas. Chama ele a atenção para a utilização deste instrumento durante o novenário de Nossa Senhora da Saúde, em janeiro de 1810, sendo executado por uma senhora de um negociante e alguns instrumentos de sopro tocados por pessoas respeitáveis. A música vocal foi executada pelas mesmas pessoas, auxiliadas por alguns mulatos, escravos da senhora. A paisagem deste trecho do Capibaribe, em 1817, também despertou elogios do viajante francês Louis François de Tollenare, que assim registrou em seu diário: É raro encontrar margens mais risonhas do que as do Capibaribe, quando se o sobe em canoas até o povoado do Poço da Panela. Ora são lindas casas de campo, cujos jardins e terraços avançam até o rio; ora belas planícies bordadas de mangues ou de plantações de mangueiras magníficas, de laranjeiras e de cajueiros. Há um lugar, um pouco acima de Ponte D'Uchoa, onde o leito do rio, até então bastante largo, parece perder-se sob um imenso caramanchão de verdura formado pelas altas palheteiras vermelhas, cujos ramos superiores se encontram ou estão ligados por cipós floridos, pendentes em guirlandas. Quando se entra sob esta abóbada crê-se penetrar no palácio encantado da deusa do rio. A limpeza das águas permite ver um fundo de areia pura, que toma um colorido verde-esmeralda escuro, do reflexo da folhagem, o cardeal, vestido de escarlate, e mil pássaros, adornados de brilhantes plumagens. Cardumes de pequenos peixes saltam em redor da canoa, miríades de caranguejos se arrastam sobre a margem, em busca de presa; o tatu escamoso, a cotia do focinho pontudo, mostram-se à entrada de suas tocas nos lugares mais elevados; tudo é animado em meio do silêncio, e experimenta-se uma frescura deliciosa; mas, todas essas belezas desaparecem ante o espetáculo das lindas banhistas..... Este antigo balneário da aristocracia recifense tem a sua vida social retratada em romances de Mário Sette, que escreveu Os Azevedos do Poço; suas festas registradas em partituras de compositores do século XIX, como Francisco Libânio Colás; estando a luta pela abolição da escravatura fixada no imaginário popular, que não esqueceu as figuras de José Mariano Carneiro da Cunha (1850-1912) e de sua mulher, Dona Olegarinha. No local onde viveu o abolicionista e fundador do Clube do Cupim (que se destinava "à libertação dos escravos por todos os meios"), em 8 de outubro de 1884, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano fez erguer, em 18 de maio de 1938, um monumento em bronze à sua memória, com o busto de José Mariano e um escravo com grilhões rompidos, um notável trabalho moldado pelo escultor Bibiano Silva. Um antigo costume dos moradores da zona ribeirinha do Capibaribe, aqui se conserva desde os tempos remotos da colônia: as passagens. Assim são denominados os locais de travessia do rio, onde, através de um barco a remo, chega-se de uma margem a outra. A atmosfera que toma conta do visitante parece repetir a descrição do Poço da Panela, extraída da lira do poeta Olegário Mariano: Num remanso bucólico e sombrio Onde atenua a marcha o grande rio, Batem roupa, cantando, as lavadeiras. Trago ainda nos olhos: é bem ela, A paisagem do Poço da Panela. Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=600
Uma das tradicionais vendas do Recife, carrega a aura de cult e o dono, Seu Vital, já faz parte das estórias do além e do aquem sobre o Poço da Panela, ou seja, muito folclore.
As margens do Capibaribe nos convida a recitar o poema "O cão sem plumas" do extraordinário e imortal Poeta, João Cabral de Melo Neto.
Trata-se de uma bodega estilizada, mistura equilibrada entre a tradição e a modernidade. Tornou-se um dos pontos de encontro mais concorrido Recife e é bem no coração do Poço da Panela. Lugar para ver e ser visto, leia-se paquera rola solta. Além de toda essa "vibe" as comidinhas e as bebidinhas são um espetáculo a parte.
Faz-nos lembrar o quanto são sábias as palavras do "Pequeno Principe de Saint Exupery": "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

1 comment

  • Foto de Marco Queiroz

    Marco Queiroz 30/ago/2016

    Parabenizo o grupo pela a iniciativa. Como sugestão, porque não fazer algo parecido contemplando os nossos engenhos da zona da mata? Poço ajudar, tenho muitos deles georeferenciados.

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